Fala galera... ou melhor, Leia galera, hehe! Acharam que eu perderia o prazo novamente né? Desta vez vocês erraram. Convenhamos, perder prazo de post trimestral é de "cair o cu da bunda". Mas, fazer o quê? Sou uma pessoa muito atarefada ("só que não").
Hoje é domingo, acordei às 6h40m com um carro colidindo contra a árvore da esquina de casa e não consegui mais dormir. Calma. Não houve vítimas, ou melhor, houve; a proprietária do carro que estava dormindo em casa e só ficou sabendo que seu "peguete" havia pego "escondido" o carro pra dar umas voltas, enchido a cara E a árvore, quando recebeu o telefonema da polícia. Sim, o "peguete" bateu o carro e "sumiu na braquiária" deixando o prejuízo pra ela.
Minha esposa e filho foram à casa do meu sogro para lavar o carro e eu fiquei em casa, sozinho, comendo pizza fria (que além de ser comida obrigatória para nerds internautas e blogueiros, é uma delícia) e com tempo livre para escrever.
Escrever sobre o quê? Férias, fim de ano e balanço geral de 2013.
Férias no fim de ano é uma beleza. Você não precisa se preocupar com trabalho na véspera do Natal e do Ano Novo, você junta a grana das férias com o décimo terceiro e se for viajar, consegue pegar o finalzinho da baixa temporada já com gostinho de alta. O problema é: você acredita nisso tudo e se endivida pro próximo ano inteiro, hehe!
Mas foi o que eu fiz e foda-se. "O que se leva desta vida, é a vida que se leva". Conseguimos conciliar nossas férias (eu, minha esposa e filho) e fomos dar um "rolé" no sul do Brasil - Floripa, a Ilha da Magia! Ficamos no Hotel SESC Cacupé que, aliás, está de parabéns! Ótimas acomodações, excelente buffet, uma estrutura impecável. A monitoria do Centro Multiuso também está de parabéns. Sempre com diversas atividades caso você resolva ficar no hotel ao invés de ir à praia. Praias. Como não poderia deixar de ser numa ilha, são os pontos fortes de Floripa. Desde praias quase desertas (Daniela), até praias "internacionais" (Jurerê). Praias de pescadores (Ponta de Canas), praias para surf (Joaquina) e até uma lagoa (da Conceição) para espotes náuticos. Linda cidade. Recomendo.
E 2013 está quase acabando. Como já dizia Humberto Gessinger, "problemas sempre existiram e sempre existirão". Tirando o que tá ruim, o resto tá ótimo. Não tenho do que reclamar não. No trabalho as coisas andam meio atrapalhadas e desorganizadas, mas tá tudo bem. Houve alguns "perrengues" durante este ano que devem atrapalhar as coisas ainda em 2014, mas vamos nos ajeitando. Alguns colegas se deram muito bem enquanto outros se deram muito mal. Eu? Tô bem, obrigado.
Em casa está tudo bem. Todos saudáveis, felizes e em sintonia.
Meu grande amigo Jonathan Markert escreveu certa vez em seu blog sobre a importância de se fazer planos para o novo ano que se inicia, mas não sou do tipo que consegue cumprir metas (e olha que sou bancário! hehe), por isso prefiro apenas desejar. Desejo, primeiramente a mim, que consiga manter tudo em perfeita ordem. Minha saúde (física, mental e financeira), minha família e meu trabalho (fonte de minha qualidade de vida). Depois, desejo à todos um novo ano harmonioso, cheio de paz e saúde e, principalmente, sem preguiça (porque dinheiro não cai do céu).
Um feliz Natal e próspero Ano Novo!
A trilha sonora de hoje é dedicada ao meu irmão Cleber. Bad Religion - The Dissent Of Man. Décimo quinto álbum de estúdio da banda de punk rock, lançado em 28 de setembro de 2010, pela Epitaph Records.
Abraços. Até 2014... Fui!
Porque "a vida não é a porra do teu Toddynho gelado não moleque!" - Antonio Tabet, Porta dos Fundos.
domingo, 22 de dezembro de 2013
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Como Darwin azedou o molho dos bancários
Buongiorno. Faz tempo né? Eu sei. Disse que escreveria a cada três meses e não cumpri. Na verdade... cumpri sim, é que também estou escrevendo em outro blog, o Gameboarder eXperience. Lá posto fotos de boardgames e jogatinas, além de escrever um pouco também, o que me deixa menos tempo para escrever aqui já que como todos sabem, minha frequência não é lá essas coisas.
Mas vamos lá. Estamos novamente em período de greve. A "Greve dos Bancários" está em cartaz novamente fazendo sua turnê nacional anual. Sim... é sarcasmo o que você leu. A greve dos bancários se tornou uma peça teatral onde somos atores mal remunerados seguindo um "script" escrito pelo sindicato dos bancários e aprovado pela federação brasileira des bancos, a Febraban. "Como assim?" você me pergunta. E eu te respondo: o sindicato precisa "lutar" pelos direitos dos bancários, certo? Se ele nada fizer, ninguém vai se filiar a ele e sozinho ele não se sustenta. Mas eles também não querem desagradar os poderosos. Então, todo ano, o sindicato faz suas exigências, a Febraban faz sua oferta (bem abaixo do solicitado), o sindicato mobiliza os bancários a fazerem greve (isso repercute na mídia e no boca a boca a favor do sindicato, afinal, ele está mostrando serviço), os bancários "abraçam" a causa e entram em greve, passa-se uma semana ou duas e a Febraban faz uma nova proposta aumentando um pouco com relação à primeira (mas ainda abaixo do solicitado), o sindicato faz uma assembléia e propõe aceitar a proposta e voltar ao trabalho e os bancários voltam à sua rotina normal com a sensação de vitória e um nariz de palhaço.
E é aí que entra Darwin. Todos que estudaram biologia nas escolas (e até alguns que não estudaram) já ouviram falar da Teoria da Evolução das Espécies de Charles Darwin. Publicado em 1859, "A Origem das Espécies" gera conflito até hoje com religiosos mais fanáticos. Esta teoria diz que "todos os seres vivos descendem de um ancestral comum e suas espécies surgiram por lenta acumulação de diferenças que, sendo favoráveis à sobrevivência e à reprodução do organismo, permanecem nas gerações seguintes", isto é, sobrevivem aqueles que melhor de adaptam ao meio em que vivem. E isto acontece também com empresas. As que melhor se adaptam ao mercado, se expandem e lucram.
Os bancos privados, na sua grande maioria, mantêm seu controle sobre os funcionários na base da "chibata". A simples menção sobre demissões no período que antecede a greve é suficiente para inibir grandes manifestações por parte de seus contratados. Já nos bancos públicos (os que ainda existem), uma demissão não é algo tão simples. Desta forma, estes bancos também evoluíram, a ponto de apoiarem a greve. "Hã?!", "Mas os bancos não perdem dinheiro com a greve?!". Não. Primeiro: um dos grandes objetivos do banco, é fazer com que seus clientes usem os meios alternativos de atendimento (Autoatendimento, correspondentes bancários, internet). A greve faz isso para eles. Segundo: com as portas fechadas ao público, seus funcionários comissionados (gerentes e assistentes), que não entram em greve por medo de perderem seus cargos e comissões, permanecem livres, dentro das agências, para poderem contatar os clientes potenciais (por telefone) e venderem produtos e concederem créditos. E com isso, os bancos lucram com a greve. Como o sindicato fez a parte dele, eles também lucram com a greve. "E quem perde então?!" você pergunta. Os bancários, que terminam com um aumento menor do que teriam direito, várias exigências não atendidas e ainda tendo que "pagar" as horas não trabalhadas em decorrência da greve na forma de horas extras não remuneradas.
Por este motivo, deixei a "militância" pra lá. Não nasci pra ser ator mambembe. "Mas você acha justo receber o aumento que seus colegas estão lutando para conseguir?!". Leia o texto outra vez, talvez você não tenha entendido nada do que leu.
A trilha sonora deste post foram os álbuns do Ghost. "Ah! Aquele filme com a Demi Moore e o Patrick Swayze?". Não! Aquela banda "macabra" que tocou no Rock in Rio na chamada "primeira noite do Metal". De origem escandinava, o Ghost segue a escola de Alice Cooper, King Diamond e de vários nomes clássicos do rock e do metal e foram responsáveis por uma das performances mais técnicas e teatrais do festival. Seus álbuns Opus Eponymous (2010) e Infestissumam (2013) podem ser baixados no 4shared.
Até a próxima... e não esqueçam: não é porque os bancos estão fechados que vocês podem deixar de pagar suas contas, :P
sábado, 11 de maio de 2013
Uma história sobre Monstros e Jogatinas.
Ops! E aí? Tudo bem? Já passaram três meses? O que? Cinco? Tem certeza? Putz... desculpa aí! Lembra do post passado, quando disse que acho que o tempo está me pregando uma peça? Pois é. Ele passou e eu nem vi. Sempre penso em coisas que eu poderia sentar e digitar no blog, mas sempre acho algo mais urgente, ou importante, ou fácil pra fazer e piso na bola com a Kasinha de Sapo. Ok, vamos deixar de lenga-lenga e papear.
O "lance" agora são jogos. Sempre gostei. Quando criança, ao contrário do "João de Santo Cristo", eu não "pensava em ser bandido". Quando criança eu já gostava de jogos. Ludo, damas, xadrez chinês, pega varetas, Banco Imobiliário, War, Jogo da Vida, Cai-não-cai, Pinote, Pula Pirata... e por aí vai. Os jogos de cartas também estavam lá: Rouba monte, jogo do mico, super trunfo... Depois da adolescência, quando me afastei de certa forma deste hobby, vim a conhecer outros jogos. Graças ao meu amigo Felipe Pacca e o Clubi dos Monstro (do qual tenho a honra de fazer parte) que organizavam eventos sobre RPG no SESC Rio Preto, pude conhecer o RPG e os "Card Games". É agora que você pergunta: RPG não é aquela "coisa" pra endireitar a coluna? E eu te respondo: também! Mas não neste caso. Estou falando de Role Playing Game, ou algo como Jogo de Interpretação de Papéis. Ah! Aquele jogo que mata as pessoas, que mexe com rituais macabros? NÃO!!! Nenhum jogo mata pessoas, quer dizer, tem os Jogos Mortais 1, 2, 27... mas não é de cinema que estamos falando. No RPG vivenciamos uma história contada por um dos jogadores, denominado Mestre, DM (de Dungeon Master) ou simplesmente Narrador. Os demais jogadores representam um personagem nesta história, que pode ser uma Fantasia Medieval, um cenário Futurista, um trailer de Terror, um contexto Histórico, etc. Não existe limites para a imaginação.
Meu primeiro interesse foram os Card Games. Jogos de cartas colecionáveis com temas variados. Comecei jogando Pókemon TCG (Trading Card Game) e isso me valeu o apelido Pokeboy, pois ao integrar em uma campanha de RPG narrada pelo Mestre Ioda, este nunca lembrava meu nome, e a única coisa que ele sabia ao meu respeito era que eu jogava Pokémon, então... até hoje a galera me conhece como Poke.
A partir daí vieram outros cards como Warlord, Senhor dos Anéis, Legend of the Five Rings, entre outros. A brincadeira começou a ficar mais séria e aí vieram os Mage Knights. Jogo de estratégia com miniaturas de guerreiros e magos onde o objetivo é formar um pequeno exército e derrotar seu adversário em um "campo de batalha". O MK trouxe uma inovação nos jogos de miniaturas: o Disco de Combate. Uma base giratória que lista os principais atributos do personagem (movimento, ataque, defesa, dano) e que a cada "click" dado nela, os valores se alteram.Com esta inovação vieram também os Hero Clicks (com heróis da Marvel e depois da DC) e os Mech Warriors (robôs de combate).
As "jogatinas" diminuíram. O Clubi dos Monstro, principal responsável pelos eventos, foi se separando com as obrigações de cada um. Uns mudaram de cidade, outros de estado e um até de país. a Trug Jumpou, única livraria especializada em RPG, Card Games e jogos de estratégia de Rio Preto e ponto de encontro da galera, fechou as portas. Mas as jogatinas não acabaram. Vários grupos continuaram se encontrando para jogar RPG, o pessoal do Magic The Gathering, nunca abandonou o hobby e os Monstros que ficaram ainda se encontravam, agora para jogar Boardgames.
Sabe aqueles jogos de tabuleiro que existem há anos e que eu citei lá em cima, na minha infância? War, Banco Imobiliário, Detetive... então! Existe muito mais além deles. A industria brasileira nunca deu muita importância para este mercado. Até agora. Uma nova geração de jogadores estão se unindo aos "antigos" e revitalizando estas jogatinas, importando jogos norte americanos e europeus. Graças a uma nova modalidade de e-business, o financiamento coletivo, jogadores estão se tornando "game designers" e ótimos jogos estão sendo lançados de maneira independente, alcançando um público que estava carente. Vendo isto, algumas grandes indústrias estão começando a rever os conceitos e lançando jogos já conceituados "lá fora" aqui no Brasil. Como exemplo (e quase único por enquanto) a Grow lançou aqui o ótimo Colonizadores de Catan, o já conceituado Carcassone, e até deu uma "repaginada" no antigo War.
Como fico sabendo dessas novidades? você pergunta. Simples. Pesquise. No Facebook existem alguns grupos grandes sobre jogos, no Youtube há muitas resenhas e tutoriais sobre isso (Jogando Offline por exemplo), blogs especializados como o Cronologia Boardgame e muito, muito mais.
A trilha sonora de hoje, como não poderia deixar de ser, ficou a cargo dos Autoramas, com o álbum MTV Apresenta: Autoramas - Desplugado e também rolou o Acústico Detonautas Roque Club, do grande Tico Santa Cruz.
É isto aí... aventure-se no mundo dos Boardgames e... Alea Jacta Est.
O "lance" agora são jogos. Sempre gostei. Quando criança, ao contrário do "João de Santo Cristo", eu não "pensava em ser bandido". Quando criança eu já gostava de jogos. Ludo, damas, xadrez chinês, pega varetas, Banco Imobiliário, War, Jogo da Vida, Cai-não-cai, Pinote, Pula Pirata... e por aí vai. Os jogos de cartas também estavam lá: Rouba monte, jogo do mico, super trunfo... Depois da adolescência, quando me afastei de certa forma deste hobby, vim a conhecer outros jogos. Graças ao meu amigo Felipe Pacca e o Clubi dos Monstro (do qual tenho a honra de fazer parte) que organizavam eventos sobre RPG no SESC Rio Preto, pude conhecer o RPG e os "Card Games". É agora que você pergunta: RPG não é aquela "coisa" pra endireitar a coluna? E eu te respondo: também! Mas não neste caso. Estou falando de Role Playing Game, ou algo como Jogo de Interpretação de Papéis. Ah! Aquele jogo que mata as pessoas, que mexe com rituais macabros? NÃO!!! Nenhum jogo mata pessoas, quer dizer, tem os Jogos Mortais 1, 2, 27... mas não é de cinema que estamos falando. No RPG vivenciamos uma história contada por um dos jogadores, denominado Mestre, DM (de Dungeon Master) ou simplesmente Narrador. Os demais jogadores representam um personagem nesta história, que pode ser uma Fantasia Medieval, um cenário Futurista, um trailer de Terror, um contexto Histórico, etc. Não existe limites para a imaginação.
Meu primeiro interesse foram os Card Games. Jogos de cartas colecionáveis com temas variados. Comecei jogando Pókemon TCG (Trading Card Game) e isso me valeu o apelido Pokeboy, pois ao integrar em uma campanha de RPG narrada pelo Mestre Ioda, este nunca lembrava meu nome, e a única coisa que ele sabia ao meu respeito era que eu jogava Pokémon, então... até hoje a galera me conhece como Poke.
A partir daí vieram outros cards como Warlord, Senhor dos Anéis, Legend of the Five Rings, entre outros. A brincadeira começou a ficar mais séria e aí vieram os Mage Knights. Jogo de estratégia com miniaturas de guerreiros e magos onde o objetivo é formar um pequeno exército e derrotar seu adversário em um "campo de batalha". O MK trouxe uma inovação nos jogos de miniaturas: o Disco de Combate. Uma base giratória que lista os principais atributos do personagem (movimento, ataque, defesa, dano) e que a cada "click" dado nela, os valores se alteram.Com esta inovação vieram também os Hero Clicks (com heróis da Marvel e depois da DC) e os Mech Warriors (robôs de combate).
As "jogatinas" diminuíram. O Clubi dos Monstro, principal responsável pelos eventos, foi se separando com as obrigações de cada um. Uns mudaram de cidade, outros de estado e um até de país. a Trug Jumpou, única livraria especializada em RPG, Card Games e jogos de estratégia de Rio Preto e ponto de encontro da galera, fechou as portas. Mas as jogatinas não acabaram. Vários grupos continuaram se encontrando para jogar RPG, o pessoal do Magic The Gathering, nunca abandonou o hobby e os Monstros que ficaram ainda se encontravam, agora para jogar Boardgames.
Sabe aqueles jogos de tabuleiro que existem há anos e que eu citei lá em cima, na minha infância? War, Banco Imobiliário, Detetive... então! Existe muito mais além deles. A industria brasileira nunca deu muita importância para este mercado. Até agora. Uma nova geração de jogadores estão se unindo aos "antigos" e revitalizando estas jogatinas, importando jogos norte americanos e europeus. Graças a uma nova modalidade de e-business, o financiamento coletivo, jogadores estão se tornando "game designers" e ótimos jogos estão sendo lançados de maneira independente, alcançando um público que estava carente. Vendo isto, algumas grandes indústrias estão começando a rever os conceitos e lançando jogos já conceituados "lá fora" aqui no Brasil. Como exemplo (e quase único por enquanto) a Grow lançou aqui o ótimo Colonizadores de Catan, o já conceituado Carcassone, e até deu uma "repaginada" no antigo War.
Como fico sabendo dessas novidades? você pergunta. Simples. Pesquise. No Facebook existem alguns grupos grandes sobre jogos, no Youtube há muitas resenhas e tutoriais sobre isso (Jogando Offline por exemplo), blogs especializados como o Cronologia Boardgame e muito, muito mais.
A trilha sonora de hoje, como não poderia deixar de ser, ficou a cargo dos Autoramas, com o álbum MTV Apresenta: Autoramas - Desplugado e também rolou o Acústico Detonautas Roque Club, do grande Tico Santa Cruz.
É isto aí... aventure-se no mundo dos Boardgames e... Alea Jacta Est.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Espelho, espelho meu... ou não era o meu?
Era uma vez... e assim começa mais uma postagem, mais um encontro, mais uma história. Dezembro chegou, e com ele mais um post trimestral. Ok, ok... eu sei que é preguiça, ou relaxo, mas eu não sou escritor, escrevo por hobby e talvez um dia, consiga escrever melhor e com maior facilidade. Mas voltando, era uma vez um espelho... e foi assim, através de um espelho, que um turbilhão de lembranças tomou, mais uma vez, conta dos meus pensamentos.
Estava voltando para casa um dia desses, quando ao olhar para uma casa simples, um ou dois cômodos apenas, junto a um bar há muitos anos fechado, vi um espelho, de aproximadamente vinte por vinte e cinco centímetros, fixado na parede, mais ou menos a meio metro acima do tanque de lavar roupas. Muita gente deve estranhar tal coisa, e ficar se perguntando o por quê dele estar ali. Pois eu explico, pois eu já tive este "espelhinho" sobre o tanque. Quem leu meu post anterior deve estar lembrado que morei no centro, onde hoje há apenas estacionamento. Pois bem. Nossa casa era bem simples: dois quartos, sala, copa, cozinha e banheiro. Mas o banheiro... era do lado de fora da casa, mais precisamente, uns dez metros distante da casa. Muito básico: vaso sanitário e chuveiro. Sem box e sem pia. Entenderam? Isso mesmo... usávamos o tanque para lavar as mãos, o rosto, escovar os dentes... e por isso, o espelho.
Imediatamente, senti saudades de um tempo em que tudo era mais simples. As memórias que tenho da minha casa da infância são nítidas, ainda vivas em minha mente e ao ver aquele espelho comecei a revê-las como a um filme. Festas de aniversário em casa, com decorações simples, esfirras, bolo e brigadeiro (pra que dez tipos de salgadinhos e oito tipos de docinhos?). Brincadeiras no quintal e fotografias que tinham que ser reveladas para montarmos nosso "albinho". Amigos que iam em casa para brincar, ou para comer goiaba em cima da goiabeira. Jogar manga verde para derrubar manga madura. Passar mal de tanto comer jabuticaba. Sim, tínhamos tudo isto no quintal. Vendi juju (gelinho, sacolé, chame aquele suquinho congelado num saquinho comprido como quiser) em frente ao colégio e de volta pra casa. Tempos bons. Tempos que não voltam mais e que meu filho nunca terá. Os tempos são outros, e por isso, devo torná-los inesquecíveis pra ele também.
Mudando de assunto... mais um ano está acabando e estou a cada dia mais convencido de que o tempo está "nos pregando uma peça" (posso jurar que este ano foi mais curto que o ano passado). Hora de avaliar o que fizemos e fazer planos para o próximo ano (isto é, se o mundo não acabar). Apesar de curto, o ano foi bom. Mantive vários hábitos que adquiri durante minha reeducação alimentar; fui "arrancado" de minha zona de conforto no trabalho mais uma vez; fiz novos amigos (no trabalho e nas "jogatinas"); arrumei tempo para me dedicar mais à minha saúde; voltei a ler mais... mas... gostaria de ter visto mais meus amigos mais "antigos"; ter passado mais tempo com meu filho; com minha esposa; não que não tenha ficado com eles, mas acredito que este tempo poderia ter tido mais qualidade (preciso rever isto pra 2013).
É isto... a trilha sonora de hoje foi melancólica, propositalmente. Frank Sinatra, In The Wee Small Hours, de 1955. Lançado pouco depois de o romance entre Sinatra e Ava Gardner ter terminado, esse rompimento talvez tenha tornado este o melhor álbum de todos os tempos sobre o tema separação. O Sinatra do imaginário popular, aquele sujeito meio malandro, sempre com uma piada na ponta da língua, não aparece aqui - ele é um homem, apenas. E em seguida, Billie Holiday, Lady In Satin, de 1958. Ao desnudar standards como "You don't know what love is" e "Glad to be unhappy" até sobrar apenas a emoção, Holiday canaliza seu orgulho junkie para os blues mais sinceros já gravados. São canções-guia, diferentes de tudo que o jazz já havia cantado antes: o amor é pintado como loucura, desespero, resignação, com uma brutal honestidade. (comentários extraídos do livro 1001 Discos para ouvir antes de morrer, da editora Sextante).
Bem... se o mundo não acabar, um Feliz Natal a todos, boas festas de final de ano e comecemos 2013 especulando novas profecias apocalípticas! Abraços a todos... fui!
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Recordações da infância e os Points que faziam a cabeça em Rio Preto!
Opa! E aí pessoal, tudo beleza?Até tentei postar algo antes do prazo trimestral mas não rolou. Tive algumas idéias que não chegaram a ser escritas e se foram com o vento (quando ainda ventava em Rio Preto), tive outras que chegaram a virar rascunho mas não passaram disto, e no final das contas cheguei a seguinte conclusão: eu apenas escrevia os posts, mas as idéias e os textos eram do meu amigo Jack (o Daniel's). Mas vejam só, hoje estou escrevendo e tomando um capuccino. A trilha sonora de hoje, coincidentemente, é a mesma do post passado, Moda de Rock - Viola Extrema, de Ricardo Vignini e Zé Helder. E tudo isto porquê? Porque o assunto hoje são recordações.
Há algum tempo venho pensando em escrever sobre minha cidade, algumas recordações que tenho da infância, da adolescência, e hoje, conversando com uma amiga no ônibus, voltando de Mirassol, tocamos neste assunto. Nosso assunto foi sobre as mudanças que ocorreram e, infelizmente, foram para pior. Falávamos sobre a ideia do nosso atual prefeito de transformar a Praça Cívica em um novo terminal rodoviário e eu me lembrei do quanto brinquei naquela praça, onde meu pai me levava à noite para correr, ver os peixes (pasmem, havia peixes na piscina da fontes), me esconder em meio às estátuas de um monumento que nem existe mais. E aí, falando de praça, me lembrei da pracinha que fica na avenida Alberto Andaló, próxima ao Mc Donalds, onde hoje, existe um ponto de ônibus, existia uma pequena "mina" de água potável onde as famílias iam buscar água e levar as crianças para brincar. Descia-se uma pequena escadaria para chegar às torneiras. Alguém se lembra?
Vivi minha infância morando, praticamente, no centro de Rio Preto. A casa onde morei não existe mais, no lugar dela hoje fica o estacionamento do Pão de Açúcar, na rua General Glicério. Meu pai tinha uma oficina mecânica na rua Rubião Júnior, um pouco acima da avenida Bady Bassitt e meu falecido avô, pai do meu pai, era carroceiro e "fazia ponto" na esquina das ruas General Glicério e Saldanha Marinho, ao lado da Associação de Luto e próximo de casa.
Na minha adolescência, já morava um pouco mais longe. Morei no Parque Industrial (mesmo bairro onde moro hoje) e na Vila Itália (onde meus pais ainda moram). Só que naquela época, eu ia a todos os lugares a pé. E voltava a pé também. Às vezes com amigos, às vezes sozinho, e nunca fui assaltado. Nem tinha esta preocupação. Você deixaria seu filho fazer isto hoje? Pois é.
Fiz muito "foot" na ponte do shopping (aquela mesmo, em frente ao Rio Preto Shopping) quando ele foi inaugurado. Ao som da banda Barão Vermelho, pulei no terreno de terra batida que havia em frente ao SESC Rio Preto quando da sua inauguração. Atravessei inúmeras vezes a avenida Alberto Andaló de ponta a ponta nas noites de sábado. Já ouviu falar do Tropicália? Antes do Vila Baden, existiu o Babilônia, e antes do Babilônia, existiu o Tropicália, e lá tomei muito chopp com steinhaeger. Curti muitas bandas de rock no Cedros, um barzinho que nada mais era que uma casa, onde bandas tocavam na varanda, e ficava ao lado do Praça Zero. Quê? Praça Zero? Isto mesmo, existiu por algum tempo onde hoje é o Habib's. No Paloma, entrava-se e espremia-se até chegar ao bar, "dava uma banda" e voltava por onde entrou, saía e continuava andando. Oitenta por cento dos adolescentes que iam para a Andaló, iam só para andar, paquerar, beber (andando) e para isto tínhamos o Ritz, um barzinho de fundo, entre o Zero Grau e o Tropicália, onde comprávamos a cerveja. Os "punks" encontravam-se no Museu, um bar que tinha uma cadeira de barbeiro na calçada, perto do Automóvel Clube.
Para dançar, íamos na boate do Palestra aos domingos, na Champagne da rodovia (hoje a Mixed Club) ou na boate São Francisco, na avenida Murchid Honsi. Também na Murchid, tínhamos o Terapia Chopp, com sua famosa Taça Terapia, uma "taçona" com aproximadamente um litro e meio de chopp, que vinha dentro de um balde de gelo (e eu já virei uma destas inteira). Para curtir um bom rock'n roll, Olaria (próximo ao Aeroporto, hoje um estacionamento) e lá, meu amigo Stephano De Marco tocou muito com a banda Trilogia.
É, meus amigos, Rio Preto já foi uma cidade com diversidade de entretenimento de baixo custo, baixíssima criminalidade e muito divertimento. Com certeza esqueci muita coisa e por isso sintam-se a vontade para comentar o post, citar seus lugares preferidos e, caso sejam da mesma época que eu, confirmarem minhas palavras (ou desmenti-las).
Abraços e até daqui a três meses, ou antes!
Há algum tempo venho pensando em escrever sobre minha cidade, algumas recordações que tenho da infância, da adolescência, e hoje, conversando com uma amiga no ônibus, voltando de Mirassol, tocamos neste assunto. Nosso assunto foi sobre as mudanças que ocorreram e, infelizmente, foram para pior. Falávamos sobre a ideia do nosso atual prefeito de transformar a Praça Cívica em um novo terminal rodoviário e eu me lembrei do quanto brinquei naquela praça, onde meu pai me levava à noite para correr, ver os peixes (pasmem, havia peixes na piscina da fontes), me esconder em meio às estátuas de um monumento que nem existe mais. E aí, falando de praça, me lembrei da pracinha que fica na avenida Alberto Andaló, próxima ao Mc Donalds, onde hoje, existe um ponto de ônibus, existia uma pequena "mina" de água potável onde as famílias iam buscar água e levar as crianças para brincar. Descia-se uma pequena escadaria para chegar às torneiras. Alguém se lembra?
Vivi minha infância morando, praticamente, no centro de Rio Preto. A casa onde morei não existe mais, no lugar dela hoje fica o estacionamento do Pão de Açúcar, na rua General Glicério. Meu pai tinha uma oficina mecânica na rua Rubião Júnior, um pouco acima da avenida Bady Bassitt e meu falecido avô, pai do meu pai, era carroceiro e "fazia ponto" na esquina das ruas General Glicério e Saldanha Marinho, ao lado da Associação de Luto e próximo de casa.
Na minha adolescência, já morava um pouco mais longe. Morei no Parque Industrial (mesmo bairro onde moro hoje) e na Vila Itália (onde meus pais ainda moram). Só que naquela época, eu ia a todos os lugares a pé. E voltava a pé também. Às vezes com amigos, às vezes sozinho, e nunca fui assaltado. Nem tinha esta preocupação. Você deixaria seu filho fazer isto hoje? Pois é.
Fiz muito "foot" na ponte do shopping (aquela mesmo, em frente ao Rio Preto Shopping) quando ele foi inaugurado. Ao som da banda Barão Vermelho, pulei no terreno de terra batida que havia em frente ao SESC Rio Preto quando da sua inauguração. Atravessei inúmeras vezes a avenida Alberto Andaló de ponta a ponta nas noites de sábado. Já ouviu falar do Tropicália? Antes do Vila Baden, existiu o Babilônia, e antes do Babilônia, existiu o Tropicália, e lá tomei muito chopp com steinhaeger. Curti muitas bandas de rock no Cedros, um barzinho que nada mais era que uma casa, onde bandas tocavam na varanda, e ficava ao lado do Praça Zero. Quê? Praça Zero? Isto mesmo, existiu por algum tempo onde hoje é o Habib's. No Paloma, entrava-se e espremia-se até chegar ao bar, "dava uma banda" e voltava por onde entrou, saía e continuava andando. Oitenta por cento dos adolescentes que iam para a Andaló, iam só para andar, paquerar, beber (andando) e para isto tínhamos o Ritz, um barzinho de fundo, entre o Zero Grau e o Tropicália, onde comprávamos a cerveja. Os "punks" encontravam-se no Museu, um bar que tinha uma cadeira de barbeiro na calçada, perto do Automóvel Clube.
Para dançar, íamos na boate do Palestra aos domingos, na Champagne da rodovia (hoje a Mixed Club) ou na boate São Francisco, na avenida Murchid Honsi. Também na Murchid, tínhamos o Terapia Chopp, com sua famosa Taça Terapia, uma "taçona" com aproximadamente um litro e meio de chopp, que vinha dentro de um balde de gelo (e eu já virei uma destas inteira). Para curtir um bom rock'n roll, Olaria (próximo ao Aeroporto, hoje um estacionamento) e lá, meu amigo Stephano De Marco tocou muito com a banda Trilogia.
É, meus amigos, Rio Preto já foi uma cidade com diversidade de entretenimento de baixo custo, baixíssima criminalidade e muito divertimento. Com certeza esqueci muita coisa e por isso sintam-se a vontade para comentar o post, citar seus lugares preferidos e, caso sejam da mesma época que eu, confirmarem minhas palavras (ou desmenti-las).
Abraços e até daqui a três meses, ou antes!
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Ócio criativo e fotografias ao som de viola caipira
Bom dia galera... comecei esta nova postagem pensando em ócio criativo. Por quê? vc pergunta, e eu respondo: hoje, 29 de junho, é dia de São Pedro (que na verdade chamava-se Simão, ou Simeão), fundador (junto com São Paulo) da igreja católica, primeiro bispo de Roma e padroeiro da cidade de Mirassol, onde trabalho. Entendeu? Hoje, onde trabalho, é feriado, mas eu não trabalho na cidade onde moro, portanto, minha esposa e meus amigos (não os do serviço) estão trabalhando, meu filho está na escola e eu estou sozinho em casa, sem ter o que fazer (mentira, poderia estar limpando a casa, passando roupa, etc...). E, por um momento pensei em exercer o ócio criativo, mas este primeiro impulso foi sobrepujado pela sua pior inimiga, a preguiça avassaladora.
Como resposta, resolvi escrever o blog (afinal de contas, o tornei trimestral e já fazem três meses que postei alguma coisa). Botei um cd para tocar (comento sobre ele no final), peguei uma caneca de chá de gengibre, cravo e canela gelado, adicionei um pouco de mel e uma dose de run e voltei ao computador.
<intervalo> (neste intervalo o chá acabou, fui à escola do meu filho vê-lo dançar com a turminha, fui ao shopping trocar o presente do meu irmão, comi um sanduba no SubWay, saí e tomei um capuccino da Doçura. Voltei pra casa e cochilei um pouco...) <fim do intervalo>
Mudando de assunto... novo hobby, fotografias. Comecei a "brincar de bater fotos" e gostei. Basicamente, vou a apresentações musicais todas as semanas no SESC Rio Preto e aproveito para bater fotos dos artistas. Criei uma série de fotos no Flickr chamada O Diabo mora nos detalhes, onde posto algumas destas fotos tiradas com um olhar mais objetivo. São detalhes dos instrumentos, do equipamento, um acorde, ou mesmo uma garrafinha de água. Tudo em P&B (preto e branco). Um dia desses ainda faço um curso de fotografia digital, mas por enquanto vou explorando o potencial da minha câmera (que é bem maior que o meu, hehe). Bater fotos é um hobby bastante divertido e faz você ter um olhar diferente sobre tudo. Se tiver oportunidade, experimente.
O cd que comentei acima e fez parte da trilha sonora deste post é "Moda de Rock - Viola Extrema", com Ricardo Vignini e Zé Helder. Imaginem clássicos do rock como "Kashmir" do Led Zeppelin, "Master of Puppets" do Metallica, "Kaiowas" do Sepultura, "Mr. Crowley" do Ozzy, "Aqualung" do Jethro Tull, entre outros. Agora imaginem eles apenas instrumentais e, detalhe, tocados com viola caipira. Isto mesmo, viola caipira. Uma mistura inusitada e muito agradável de se ouvir, eu recomendo. O cd que finaliza a trilha de hoje é "Empreitada Perigosa" do Matuto Moderno. Grupo formado pelos mesmos rapazes aí de cima e mais Marcelo "Jesus" Berzotti no baixo, Ricardo Berti na bateria, Mingo Jacob na percussão e Edson Fontes nos vocais. Este cd traz algumas pérolas do nosso cancioneiro popular como "Índia", "Caminheiro" e "Cabocla", com uma roupagem diferente e uma pegada mais rockeira em algumas faixas.
É isso. Visitem minha galeria de fotos no Flickr, comentem as fotos, comentem o blog, o compartilhem e fiquem em paz. Um abraço a todos.
Como resposta, resolvi escrever o blog (afinal de contas, o tornei trimestral e já fazem três meses que postei alguma coisa). Botei um cd para tocar (comento sobre ele no final), peguei uma caneca de chá de gengibre, cravo e canela gelado, adicionei um pouco de mel e uma dose de run e voltei ao computador.
<intervalo> (neste intervalo o chá acabou, fui à escola do meu filho vê-lo dançar com a turminha, fui ao shopping trocar o presente do meu irmão, comi um sanduba no SubWay, saí e tomei um capuccino da Doçura. Voltei pra casa e cochilei um pouco...) <fim do intervalo>
Mudando de assunto... novo hobby, fotografias. Comecei a "brincar de bater fotos" e gostei. Basicamente, vou a apresentações musicais todas as semanas no SESC Rio Preto e aproveito para bater fotos dos artistas. Criei uma série de fotos no Flickr chamada O Diabo mora nos detalhes, onde posto algumas destas fotos tiradas com um olhar mais objetivo. São detalhes dos instrumentos, do equipamento, um acorde, ou mesmo uma garrafinha de água. Tudo em P&B (preto e branco). Um dia desses ainda faço um curso de fotografia digital, mas por enquanto vou explorando o potencial da minha câmera (que é bem maior que o meu, hehe). Bater fotos é um hobby bastante divertido e faz você ter um olhar diferente sobre tudo. Se tiver oportunidade, experimente.
O cd que comentei acima e fez parte da trilha sonora deste post é "Moda de Rock - Viola Extrema", com Ricardo Vignini e Zé Helder. Imaginem clássicos do rock como "Kashmir" do Led Zeppelin, "Master of Puppets" do Metallica, "Kaiowas" do Sepultura, "Mr. Crowley" do Ozzy, "Aqualung" do Jethro Tull, entre outros. Agora imaginem eles apenas instrumentais e, detalhe, tocados com viola caipira. Isto mesmo, viola caipira. Uma mistura inusitada e muito agradável de se ouvir, eu recomendo. O cd que finaliza a trilha de hoje é "Empreitada Perigosa" do Matuto Moderno. Grupo formado pelos mesmos rapazes aí de cima e mais Marcelo "Jesus" Berzotti no baixo, Ricardo Berti na bateria, Mingo Jacob na percussão e Edson Fontes nos vocais. Este cd traz algumas pérolas do nosso cancioneiro popular como "Índia", "Caminheiro" e "Cabocla", com uma roupagem diferente e uma pegada mais rockeira em algumas faixas.
É isso. Visitem minha galeria de fotos no Flickr, comentem as fotos, comentem o blog, o compartilhem e fiquem em paz. Um abraço a todos.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Motivações, ansiedades e fazer o quê?
O que vocês teem feito da vida? Quais as novidades? Todas aquelas? Então, como vão vocês? Eu estou bem, obrigado. Estou, como sempre, há um bocado de tempo sem escrever. Vamos combinar assim: as postagens passam a ser trimestrais, assim estarei sempre no prazo e, eventualmente, poderão ocorrer postagens extras, ok? Eu sei, gostaria muito de escrever toda semana ou a cada quinze dias, mas não dá. Não consigo. Simples assim. Hoje por exemplo, não faço a mínima idéia do que escrever, mas me obriguei a escrever algo e quis começar com aquelas perguntas do início do texto.
Aqueles que lêem este blog, sabem que tenho feito várias coisas e por este motivo não quero falar de mim, mas de outros. Amigos, colegas de trabalho, família, vizinhos. Pessoas em todos os lugares estão vivendo suas vidas. Em função de quê? De quem? O que as motiva?
Aline, nome fictício (ou não), formada em Direito, dedica todas as suas horas "livres" à educação de seu filho e ao estudo para o exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Acredita que precisa urgentemente seguir seu sonho de trabalhar na área que escolheu e desta forma dar um "upgrade" na sua vida e assim ter mais tempo para seu filho. Lê (outra amiga) casa-se este ano. Suas atuais preocupações são os preparativos do casamento. Igreja, vestido, salão, festa, dívidas. Tudo deve ser perfeito... e será! Um casal bacana. Realmente combinam. Minha esposa meio que se contagiou com minha reeducação alimentar e começou a se cuidar também (ou foi isso ou o medo do maridão aqui ficar gatão, hehe).
E assim segue a vida. Meus vizinhos de apartamento se tornaram pais há quinze dias. Estão babões como todos podem imaginar. Primeiro filho. Miguel. Nome forte para uma criatura tão pequena. Mas aí olho para o Giancarlo, meu filho, que ontem mesmo era praticamente do mesmo tamanho e hoje está com cinco anos completos. O tempo voa e talvez seja por isto que as pessoas ficam ansiosas. Ansiosas por mudanças. Ansiosas por realizações. Ansiosas pela expectativa do que virá a seguir. Esta ansiedade, de certa forma, é benéfica para nós. Ela nos mantêm em estado de alerta para que nada nos pegue desprevenidos. Entretanto, estar o tempo todo em estado de alerta pode ser estafante, e é por esta razão que tantas síndromes, de origem psicológicas, estão aparecendo. O excesso de informações, esta "infoxicação", não nos dá tempo hábil de assimilar tudo. E aí estressamos, metemos o pé no balde, e se não temos algo que nos motiva a continuar tentando, caímos no ócio.
Por isto, volto a perguntar, o que vocês teem feito da vida? O que os motiva?
A trilha sonora de hoje foram vários discos de blues. Motivado (a-hã!) pelo excelente show de ontem com o fantástico bluesman Flávio Guimarães, estou a algumas horas ouvindo meus cds (todos eles adquiridos nos diversos shows que o SESC Rio Preto me proporciona). Entre eles, destaque para o recente trabalho de Flávio Guimarães: Flávio Guimarães and friends. Com participações mais do que especiais de Rick Estrin and The Nightcats, Joe Filisco, Igor Prado Blues Band, Charlie Musselwhite, Steve Guyger entre outros. Indispensável.
Abraços a todos, e nos vemos por aí........................ Fui!
Aqueles que lêem este blog, sabem que tenho feito várias coisas e por este motivo não quero falar de mim, mas de outros. Amigos, colegas de trabalho, família, vizinhos. Pessoas em todos os lugares estão vivendo suas vidas. Em função de quê? De quem? O que as motiva?
Aline, nome fictício (ou não), formada em Direito, dedica todas as suas horas "livres" à educação de seu filho e ao estudo para o exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Acredita que precisa urgentemente seguir seu sonho de trabalhar na área que escolheu e desta forma dar um "upgrade" na sua vida e assim ter mais tempo para seu filho. Lê (outra amiga) casa-se este ano. Suas atuais preocupações são os preparativos do casamento. Igreja, vestido, salão, festa, dívidas. Tudo deve ser perfeito... e será! Um casal bacana. Realmente combinam. Minha esposa meio que se contagiou com minha reeducação alimentar e começou a se cuidar também (ou foi isso ou o medo do maridão aqui ficar gatão, hehe).
E assim segue a vida. Meus vizinhos de apartamento se tornaram pais há quinze dias. Estão babões como todos podem imaginar. Primeiro filho. Miguel. Nome forte para uma criatura tão pequena. Mas aí olho para o Giancarlo, meu filho, que ontem mesmo era praticamente do mesmo tamanho e hoje está com cinco anos completos. O tempo voa e talvez seja por isto que as pessoas ficam ansiosas. Ansiosas por mudanças. Ansiosas por realizações. Ansiosas pela expectativa do que virá a seguir. Esta ansiedade, de certa forma, é benéfica para nós. Ela nos mantêm em estado de alerta para que nada nos pegue desprevenidos. Entretanto, estar o tempo todo em estado de alerta pode ser estafante, e é por esta razão que tantas síndromes, de origem psicológicas, estão aparecendo. O excesso de informações, esta "infoxicação", não nos dá tempo hábil de assimilar tudo. E aí estressamos, metemos o pé no balde, e se não temos algo que nos motiva a continuar tentando, caímos no ócio.
Por isto, volto a perguntar, o que vocês teem feito da vida? O que os motiva?
A trilha sonora de hoje foram vários discos de blues. Motivado (a-hã!) pelo excelente show de ontem com o fantástico bluesman Flávio Guimarães, estou a algumas horas ouvindo meus cds (todos eles adquiridos nos diversos shows que o SESC Rio Preto me proporciona). Entre eles, destaque para o recente trabalho de Flávio Guimarães: Flávio Guimarães and friends. Com participações mais do que especiais de Rick Estrin and The Nightcats, Joe Filisco, Igor Prado Blues Band, Charlie Musselwhite, Steve Guyger entre outros. Indispensável.
Abraços a todos, e nos vemos por aí........................ Fui!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Um ano rápido mas com boas novas
Olá, voltei. Há exatamente um ano e um dia, postei aqui um desabafo. Postei também minhas perspectivas e metas para 2011. Muito bem... mais um ano se foi (muito mais rápido do que gostaria, confesso) e muitas coisas foram feitas, muito mais deixaram de ser (por falta de tempo, dinheiro ou vontade mesmo) e estou aqui novamente para fazer um balanço deste ano que passou.
Para começar, a apunhalada que levei pelas costas em dezembro de 2010 e todas as suas consequências que fizeram com que eu ficasse "puto" ano passado (vide post "E mais um ano se foi...") acabaram surtindo efeitos benéficos. Vejo hoje que estava acomodado em minha zona de conforto e as mudanças que ocorreram abriram novas oportunidades. Novos conhecimentos, novas amizades. 'Obrigado sua traíra, continuarei conversando contigo somente o necessário por uma questão de educação, mas não lhe perdoo a traição'.
2011 foi o ano do Marco Zero. O planejamento foi legal mas não saiu como planejado, entretanto, de certa forma houve diversas mudanças. A dieta funcionou... foram quinze quilos eliminados ao longo de quatro meses. Este mês estou me contentando em manter o peso atual (o que não é nada fácil com tantas confraternizações e happy hours). Em 2012 pretendo continuar, mas desta vez, aliando um pouco de atividade física (quem sabe menos dez quilos?). Incluídos nas mudanças: voltei a praticar violão e a fazer aulas (o que me ajuda a combater o estresse do dia a dia), mudei drasticamente meu visual (o que melhorou minha auto estima pois tive um feedback muito positivo da família, de amigos e clientes), entre outras pequenas coisas.
Algo que mudou também e só hoje pude perceber... antes dos exames, da dieta, eu "andava" (entre aspas pois não andava literalmente) completamente sedentário. Pela manhã, ficava ao computador até na última hora, saía "correndo", pegava um ônibus até o centro, onde descia e pegava outro para o serviço. Depois de um tempo, com a reeducação alimentar a qual me submeti, passei a sentir maior disposição e comecei a sair um pouco mais cedo de casa e ir à pé ao centro, fazendo assim, uma pequena caminhada de uns trinta a quarenta minutos todos os dias. Hoje precisei ir de ônibus e pude perceber o quão depressivo isto é. Começou logo no ponto, com um senhor reclamando do atraso dos ônibus (nota: o ônibus não estava atrasado). Disse a ele que se chegamos mais cedo ao ponto, a demora é problema nosso e não deles e me afastei. Dentro do ônibus, pior! Todas as conversas que escutava eram reclamações. A vizinha, a saúde, a casa, o marido, e por aí vai... Percebi que sempre foi assim, mas como estava acostumado, não ligava, não me indignava, nada fazia.
Com a família também o ano foi promissor. Assistimos várias peças de teatro infantil, vários pequenos shows de rock, blues e outros estilos, viajamos, passeamos e estamos bem. Meus contatos com os amigos também melhoraram bastante. Reencontrei alguns que não via há bastante tempo e voltei a jogar RPG (Role Playing Game).
Acho que é isto. Como já disse no post anterior, disseram que eu escrevia melhor quando meu amigo Jack (o Daniel's) me fazia companhia, mas espero que este post tenha ficado bom. A proposta era falar de 2011 e ele, pra mim, foi bom. Para 2012 espero melhorar o que fiz certo, corrigir o que fiz errado, fazer o que não fiz e seria bom ter feito, ler o que não li e seria legal ter lido e acima de tudo, agradecer mais... agradecer pequenas coisas que fazem diferença, pequenos gestos que passam desapercebidos mas que nos fazem bem. A trilha sonora deste post foi "Uma Outra Estação" da Legião Urbana. "Se há, no álbum, momentos de doçura, também há outros de uma tristeza cortante. O mais impressionante é, sem dúvida, constatar que, na canção-título, a voz de Renato não passa de um fiapo, que a custo a bateria de Bonfá e a guitarra de Dado não abafam. A dupla, aliás, exibe neste disco alguns de seus melhores momentos em estúdio. A bateria vigorosa e grave e a guitarra de Dado fazem um contraponto de rara delicadeza."
Até o próximo post... abraços!
URBANA LEGIO OMNIA VINCIT
Para começar, a apunhalada que levei pelas costas em dezembro de 2010 e todas as suas consequências que fizeram com que eu ficasse "puto" ano passado (vide post "E mais um ano se foi...") acabaram surtindo efeitos benéficos. Vejo hoje que estava acomodado em minha zona de conforto e as mudanças que ocorreram abriram novas oportunidades. Novos conhecimentos, novas amizades. 'Obrigado sua traíra, continuarei conversando contigo somente o necessário por uma questão de educação, mas não lhe perdoo a traição'.
2011 foi o ano do Marco Zero. O planejamento foi legal mas não saiu como planejado, entretanto, de certa forma houve diversas mudanças. A dieta funcionou... foram quinze quilos eliminados ao longo de quatro meses. Este mês estou me contentando em manter o peso atual (o que não é nada fácil com tantas confraternizações e happy hours). Em 2012 pretendo continuar, mas desta vez, aliando um pouco de atividade física (quem sabe menos dez quilos?). Incluídos nas mudanças: voltei a praticar violão e a fazer aulas (o que me ajuda a combater o estresse do dia a dia), mudei drasticamente meu visual (o que melhorou minha auto estima pois tive um feedback muito positivo da família, de amigos e clientes), entre outras pequenas coisas.
Algo que mudou também e só hoje pude perceber... antes dos exames, da dieta, eu "andava" (entre aspas pois não andava literalmente) completamente sedentário. Pela manhã, ficava ao computador até na última hora, saía "correndo", pegava um ônibus até o centro, onde descia e pegava outro para o serviço. Depois de um tempo, com a reeducação alimentar a qual me submeti, passei a sentir maior disposição e comecei a sair um pouco mais cedo de casa e ir à pé ao centro, fazendo assim, uma pequena caminhada de uns trinta a quarenta minutos todos os dias. Hoje precisei ir de ônibus e pude perceber o quão depressivo isto é. Começou logo no ponto, com um senhor reclamando do atraso dos ônibus (nota: o ônibus não estava atrasado). Disse a ele que se chegamos mais cedo ao ponto, a demora é problema nosso e não deles e me afastei. Dentro do ônibus, pior! Todas as conversas que escutava eram reclamações. A vizinha, a saúde, a casa, o marido, e por aí vai... Percebi que sempre foi assim, mas como estava acostumado, não ligava, não me indignava, nada fazia.
Com a família também o ano foi promissor. Assistimos várias peças de teatro infantil, vários pequenos shows de rock, blues e outros estilos, viajamos, passeamos e estamos bem. Meus contatos com os amigos também melhoraram bastante. Reencontrei alguns que não via há bastante tempo e voltei a jogar RPG (Role Playing Game).
Acho que é isto. Como já disse no post anterior, disseram que eu escrevia melhor quando meu amigo Jack (o Daniel's) me fazia companhia, mas espero que este post tenha ficado bom. A proposta era falar de 2011 e ele, pra mim, foi bom. Para 2012 espero melhorar o que fiz certo, corrigir o que fiz errado, fazer o que não fiz e seria bom ter feito, ler o que não li e seria legal ter lido e acima de tudo, agradecer mais... agradecer pequenas coisas que fazem diferença, pequenos gestos que passam desapercebidos mas que nos fazem bem. A trilha sonora deste post foi "Uma Outra Estação" da Legião Urbana. "Se há, no álbum, momentos de doçura, também há outros de uma tristeza cortante. O mais impressionante é, sem dúvida, constatar que, na canção-título, a voz de Renato não passa de um fiapo, que a custo a bateria de Bonfá e a guitarra de Dado não abafam. A dupla, aliás, exibe neste disco alguns de seus melhores momentos em estúdio. A bateria vigorosa e grave e a guitarra de Dado fazem um contraponto de rara delicadeza."
Até o próximo post... abraços!
URBANA LEGIO OMNIA VINCIT
domingo, 20 de novembro de 2011
Divagações
Oi. Definitivamente não sou escritor. Não consigo escrever no blog todas as semanas. Poxa... não consigo escrever nem todos os meses, hehehe. Mas, estou aqui de novo. A vida não tem me revelado grandes surpresas, tudo caminha dentro da mesma rotina. Mesmo ritual todas as manhãs, trabalho, casa. Mas não me queixo. Antes uma rotina saudável que surpresas desagradáveis. E sempre que possível podemos fazer algo diferente.
Um bom exemplo de algo diferente: Cirque du Soleil. Setembro fui com a família assistir o espetáculo Varekai, em Sampa. Simplesmente magnífico. Já havia assistido Saltimbanco em 2006, mas Varekai superou minhas espectativas. Como se não bastasse, o mundo conspirou ao meu favor. Pegamos um táxi e o taxista dando uma de esperto passou pela entrada, acreditando que daríamos a volta em todo parque Villa Lobos. Errou. Pedi para estacionar na entrada do parque e andamos até o circo, do outro lado. Chegamos por trás das tendas e começamos a contornar o circo até a frente, quando começou a apertar a garoa que até então estava fininha. Quase chegando, avistamos uma fila e começamos a nos encaminhar a ela. A chuva apertou de vez e todos correram para a pequena entrada, causando a maior muvuca. Lógico que corremos também e nos embrenhamos na bagunça. A galerinha do circo mal conseguia pegar os ingressos. Pegavam, destacavam, devolviam. Outros vinham e colocavam credenciais em nossos pescoços. Credenciais??? É isso aí. Estávamos no Tapis Rouge, a área VIP do Cirque du Soleil. Uma tenda lindíssima, super acolhedoura, garçons servindo espumantes, whisky e refrigerantes, canapés dos mais variados e muitas iguarias. Um verdadeiro sonho. Ok, ok, às vezes a vida me revela alguma grande surpresa sim, hehehe.
Esta viagem serviu também para eu conhecer Moema. Eu que nunca gostei de Sampa, descobri um bairro em que moraria. Sem movimento nas ruas (exceto nas ruas principais, de comércio), muitas árvores, passarinhos cantando. Levantei cedo no domingo e fui passear pelas ruas. Aproveitei e parei em um mercadinho para comprar alguns ingredientes para fazer um nhoque para nossos anfitriões... e ficou bom.
O resto, tudo na mesma. Alguns percalços no trabalho, mas nada grave. Os percalços de sempre no casamento, mas quem não os tem. Se pararmos para analisar, vamos ver que a vida é boa. Realmente muito boa! Até breve.
Ah... lembrei de algo que quase me afastou do blog. Lembram que tive de parar de beber por seis meses (aqueles que leram os outros posts vão se lembrar, senão leiam), pois bem, me disseram que eu escrevia melhor quando bebia. É mole? Como diria José Simão, é mole mais sobe.
Um bom exemplo de algo diferente: Cirque du Soleil. Setembro fui com a família assistir o espetáculo Varekai, em Sampa. Simplesmente magnífico. Já havia assistido Saltimbanco em 2006, mas Varekai superou minhas espectativas. Como se não bastasse, o mundo conspirou ao meu favor. Pegamos um táxi e o taxista dando uma de esperto passou pela entrada, acreditando que daríamos a volta em todo parque Villa Lobos. Errou. Pedi para estacionar na entrada do parque e andamos até o circo, do outro lado. Chegamos por trás das tendas e começamos a contornar o circo até a frente, quando começou a apertar a garoa que até então estava fininha. Quase chegando, avistamos uma fila e começamos a nos encaminhar a ela. A chuva apertou de vez e todos correram para a pequena entrada, causando a maior muvuca. Lógico que corremos também e nos embrenhamos na bagunça. A galerinha do circo mal conseguia pegar os ingressos. Pegavam, destacavam, devolviam. Outros vinham e colocavam credenciais em nossos pescoços. Credenciais??? É isso aí. Estávamos no Tapis Rouge, a área VIP do Cirque du Soleil. Uma tenda lindíssima, super acolhedoura, garçons servindo espumantes, whisky e refrigerantes, canapés dos mais variados e muitas iguarias. Um verdadeiro sonho. Ok, ok, às vezes a vida me revela alguma grande surpresa sim, hehehe.
Esta viagem serviu também para eu conhecer Moema. Eu que nunca gostei de Sampa, descobri um bairro em que moraria. Sem movimento nas ruas (exceto nas ruas principais, de comércio), muitas árvores, passarinhos cantando. Levantei cedo no domingo e fui passear pelas ruas. Aproveitei e parei em um mercadinho para comprar alguns ingredientes para fazer um nhoque para nossos anfitriões... e ficou bom.
O resto, tudo na mesma. Alguns percalços no trabalho, mas nada grave. Os percalços de sempre no casamento, mas quem não os tem. Se pararmos para analisar, vamos ver que a vida é boa. Realmente muito boa! Até breve.
Ah... lembrei de algo que quase me afastou do blog. Lembram que tive de parar de beber por seis meses (aqueles que leram os outros posts vão se lembrar, senão leiam), pois bem, me disseram que eu escrevia melhor quando bebia. É mole? Como diria José Simão, é mole mais sobe.
domingo, 4 de setembro de 2011
Espanando o pó do blog.
Coff, coff, coff... pqp, que poeira... até teias de aranha foram feitas neste blog. Também, não para menos, fazem quase quatro meses que não escrevo aqui. E vou ser sincero como sempre, pois o motivo é bem simples... preguiça. Deixar para depois o que se pode fazer agora, é não fazer nunca aquilo que você queria fazer. Sempre aparece algo mais importante, ou mais interessante ou qualquer merda mesmo. Foram várias as vezes em que eu tive vontade de escrever aqui. Várias ocasiões, vários acontecimentos, várias idéias (que com toda a certeza, eu não lembrarei para escrever hoje). Mas, algo precisa ser comentado... o projeto Marco Zero.
Estes quatro meses em que fiquei afastado daqui, foram bastante ruins para o projeto. Voltei a ficar muito tempo (do meu tempo livre, que não é tanto assim) jogando no Facebook (antigos vícios são difíceis de deixar). Não só um mas, agora, vários jogos. Zombie Lane, The Sims Social, Gardens of Time, Carmen Sandiego, Eredan iTCG, e por aí segue. Desnecessário dizer que parei de fazer várias outra coisas como bater papo on line (o que continuo não fazendo sempre, mas agora por outros motivos), passar mais tempo com meu filho, cuidar mais da casa. Este, foi o ponto principal da derrocada do projeto, entretanto, algo ocorreu que o salvou. Um "puxão de orelha" do meu cardiologista.
Sintomas da vida desregrada: Colesterol alto (o ruim, pois o bom está baixo), Triglicérides alto, e o pior, TGP quase quatro vezes o valor de referência. Não sabe o que é TGP? Gordura no fígado. Sem falar que não consegui completar o exame de esteira e estava pesando pouco mais de 118 quilos. O puxão de orelha foi o de menos, o tapa na cara que estes resultados me deram é que doeu. Aquilo me fez ver que eu precisava mudar, e como uma coisa puxa a outra, retomei o Marco Zero.
Primeira e mais importante atitude: reeducação alimentar. Vários alimentos foram substituídos por versões mais saudáveis, cortei os doces, o refrigerante, e (snif, snif) o álcool. Tenho seis meses para reverter o quadro, e estou tendo resultados positivos, em um mês perdi trinta dias, hehehe brincadeira, perdi seis quilos. Outra atitude importante que tomei: apaguei praticamente todos os jogos do meu Face. Deixei apenas um (afinal de contas, investi dinheiro real neste). Voltei a ter aulas de violão e comprei um novo. Fiz algumas mudanças em casa, o que deixou meu filho bastante contente pois ele ganhou um quarto novo, maior e mais bonito. E ontem comecei minha nova tatuagem, que era outro dos meus projetos engavetados.
Ah... e fiz minha primeira viagem para fora do estado, que também foi minha primeira viagem de avião. Fui conhecer Salvador, BA, e visitar amigos que moram lá. Praias magníficas, amigos magníficos, viagem... magnífica.
Bem... é isto. Fazia muito tempo que eu não escrevia, e espero que este post não tenha ficado chato sem meu amigo Jack. A trilha sonora de hoje fica a cargo de Carolina Zingler, com seu mais recente álbum Butterfly. Dona de uma voz doce e ao mesmo tempo poderosa, ela apresenta um estilo bem aconchegante, uma mistura de Jazz e Bossa Nova, quase todo composto por músicas próprias e um projeto gráfico maravilhoso.
Eu fico por aqui, já estão todos dormindo então aproveitarei para assistir algum filme na TV... até breve.
Estes quatro meses em que fiquei afastado daqui, foram bastante ruins para o projeto. Voltei a ficar muito tempo (do meu tempo livre, que não é tanto assim) jogando no Facebook (antigos vícios são difíceis de deixar). Não só um mas, agora, vários jogos. Zombie Lane, The Sims Social, Gardens of Time, Carmen Sandiego, Eredan iTCG, e por aí segue. Desnecessário dizer que parei de fazer várias outra coisas como bater papo on line (o que continuo não fazendo sempre, mas agora por outros motivos), passar mais tempo com meu filho, cuidar mais da casa. Este, foi o ponto principal da derrocada do projeto, entretanto, algo ocorreu que o salvou. Um "puxão de orelha" do meu cardiologista.
Sintomas da vida desregrada: Colesterol alto (o ruim, pois o bom está baixo), Triglicérides alto, e o pior, TGP quase quatro vezes o valor de referência. Não sabe o que é TGP? Gordura no fígado. Sem falar que não consegui completar o exame de esteira e estava pesando pouco mais de 118 quilos. O puxão de orelha foi o de menos, o tapa na cara que estes resultados me deram é que doeu. Aquilo me fez ver que eu precisava mudar, e como uma coisa puxa a outra, retomei o Marco Zero.
Primeira e mais importante atitude: reeducação alimentar. Vários alimentos foram substituídos por versões mais saudáveis, cortei os doces, o refrigerante, e (snif, snif) o álcool. Tenho seis meses para reverter o quadro, e estou tendo resultados positivos, em um mês perdi trinta dias, hehehe brincadeira, perdi seis quilos. Outra atitude importante que tomei: apaguei praticamente todos os jogos do meu Face. Deixei apenas um (afinal de contas, investi dinheiro real neste). Voltei a ter aulas de violão e comprei um novo. Fiz algumas mudanças em casa, o que deixou meu filho bastante contente pois ele ganhou um quarto novo, maior e mais bonito. E ontem comecei minha nova tatuagem, que era outro dos meus projetos engavetados.
Ah... e fiz minha primeira viagem para fora do estado, que também foi minha primeira viagem de avião. Fui conhecer Salvador, BA, e visitar amigos que moram lá. Praias magníficas, amigos magníficos, viagem... magnífica.
Bem... é isto. Fazia muito tempo que eu não escrevia, e espero que este post não tenha ficado chato sem meu amigo Jack. A trilha sonora de hoje fica a cargo de Carolina Zingler, com seu mais recente álbum Butterfly. Dona de uma voz doce e ao mesmo tempo poderosa, ela apresenta um estilo bem aconchegante, uma mistura de Jazz e Bossa Nova, quase todo composto por músicas próprias e um projeto gráfico maravilhoso.
Eu fico por aqui, já estão todos dormindo então aproveitarei para assistir algum filme na TV... até breve.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Quebrando tabus e recebendo abraços
Voltei. Ainda é dia das mães, mas até terminar de escrever não será mais, portanto, espero que todas as mães que lerem este post tenham tido um dia maravilhoso e curtido demais seus filhos... parabéns! Vocês merecem!
O Projeto Marco Zero continua. Bem devagar, eu confesso, mas continua. Pelo menos voltei a bater papo no facebook (de vez em quando), a ficar mais com minha família (hoje até rolou sessão de cinema em casa... com pipoca e tudo), e algumas mudanças pessoais... nada muito significativo.
Quanto ao título, são dois assuntos diferentes: "quebrando tabus" e "recebendo abraços". Para começar. tabu pode ser considerado um assunto, ou comportamento, inaceitável (até mesmo proibido) em uma determinada sociedade, e eu comecei a pensar nesta dificuldade de se quebrar um tabu ao me pegar, em plena noite de sexta-feira santa, traçando um belo "bifão" à milanesa. Alguns de vocês podem vir a achar a coisa mais normal do mundo, mas a maioria sabe, assim como eu, que NÃO se come carne na sexta-feira santa. O que me deixou pensativo foi a força de algo enraizado, desde criança, em minha mente. Há tempos não me considero mais católico, e venho flertando com algumas doutrinas do agnosticismo, e ainda assim... sozinho em casa, vendo TV e jantando, de repente me pego com sentimentos de culpa por estar quebrando um tabu. Não sei dizer ao certo o que pensei naquele momento, nem sei dizer exatamente o que senti, mas por um momento me senti angustiado. Comecei naquele momento a pensar a respeito desta angustia e no que aquele simples ato representava para mim. Após algum tempo cheguei a uma conclusão: Liberdade. Ao comer aquele bife me libertei de amarras das quais eu nem mesmo acreditava. Tenho trinta e cinco anos e NUNCA havia comido carne (sem ser de peixe) numa sexta-feira santa. Não quero fazer disto uma bandeira. Nem incitar uma revolta contra os dogmas da igreja. Estou apenas refletindo com vocês sobre isto.
Já o segundo tema, "recebendo abraços", é mais "light" e até cômico. Venho recebendo um "feedback" bastante acolhedor de amigos que leem este blog. Para citar alguns, estava no SESC Rio Preto curtindo um som ao vivo na lanchonete, quando um grande amigo chega, senta-se ao meu lado, e após cumprimentar eu e minha esposa, vira-se para mim e diz: "Poke... (de Pokeboy... apelido antigo, história longa) estava lendo seu blog estes dias... você tem meu telefone... quando estiver assim, me liga, a gente sai, toma uma cerveja e conversa...". Em outra ocasião, estava com alguns amigos conversando e bebendo quando um deles diz: "Você sabia que o Poke agora tem um blog? Me dá vontade de dar um abraço nele toda vez que eu leio". Hehehe... seria trágico se não fosse cômico!
É isso... continuem lendo, me abraçando ou não. Isto na verdade não importa... como disse no post anterior, em certas ocasiões vejo este blog como uma terapia, e não conheço nenhum terapeuta que abraça seus clientes ao final de cada sessão.
Abraços a todos... Fui!
O Projeto Marco Zero continua. Bem devagar, eu confesso, mas continua. Pelo menos voltei a bater papo no facebook (de vez em quando), a ficar mais com minha família (hoje até rolou sessão de cinema em casa... com pipoca e tudo), e algumas mudanças pessoais... nada muito significativo.
Quanto ao título, são dois assuntos diferentes: "quebrando tabus" e "recebendo abraços". Para começar. tabu pode ser considerado um assunto, ou comportamento, inaceitável (até mesmo proibido) em uma determinada sociedade, e eu comecei a pensar nesta dificuldade de se quebrar um tabu ao me pegar, em plena noite de sexta-feira santa, traçando um belo "bifão" à milanesa. Alguns de vocês podem vir a achar a coisa mais normal do mundo, mas a maioria sabe, assim como eu, que NÃO se come carne na sexta-feira santa. O que me deixou pensativo foi a força de algo enraizado, desde criança, em minha mente. Há tempos não me considero mais católico, e venho flertando com algumas doutrinas do agnosticismo, e ainda assim... sozinho em casa, vendo TV e jantando, de repente me pego com sentimentos de culpa por estar quebrando um tabu. Não sei dizer ao certo o que pensei naquele momento, nem sei dizer exatamente o que senti, mas por um momento me senti angustiado. Comecei naquele momento a pensar a respeito desta angustia e no que aquele simples ato representava para mim. Após algum tempo cheguei a uma conclusão: Liberdade. Ao comer aquele bife me libertei de amarras das quais eu nem mesmo acreditava. Tenho trinta e cinco anos e NUNCA havia comido carne (sem ser de peixe) numa sexta-feira santa. Não quero fazer disto uma bandeira. Nem incitar uma revolta contra os dogmas da igreja. Estou apenas refletindo com vocês sobre isto.
Já o segundo tema, "recebendo abraços", é mais "light" e até cômico. Venho recebendo um "feedback" bastante acolhedor de amigos que leem este blog. Para citar alguns, estava no SESC Rio Preto curtindo um som ao vivo na lanchonete, quando um grande amigo chega, senta-se ao meu lado, e após cumprimentar eu e minha esposa, vira-se para mim e diz: "Poke... (de Pokeboy... apelido antigo, história longa) estava lendo seu blog estes dias... você tem meu telefone... quando estiver assim, me liga, a gente sai, toma uma cerveja e conversa...". Em outra ocasião, estava com alguns amigos conversando e bebendo quando um deles diz: "Você sabia que o Poke agora tem um blog? Me dá vontade de dar um abraço nele toda vez que eu leio". Hehehe... seria trágico se não fosse cômico!
É isso... continuem lendo, me abraçando ou não. Isto na verdade não importa... como disse no post anterior, em certas ocasiões vejo este blog como uma terapia, e não conheço nenhum terapeuta que abraça seus clientes ao final de cada sessão.
Abraços a todos... Fui!
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Marco Zero
Putz... como é que se digita mesmo? Eu sei... faz bastante tempo que não escrevo nada. E olha que, por mais incrível que pareça, me cobraram... acredita? Pois é... várias pessoas (deve ter sido uns três colegas) me cobraram uma nova postagem. Confesso aqui que deixei de escrever este tempo todo, não por uma causa nobre, mas por motivo de força maior... o vício. Sim... o vício em jogos on line. Me viciei em alguns jogos a ponto de entrar no facebook em modo off line para não ser "incomodado" por meus amigos e a ponto de gastar dinheiro em créditos para "evoluir" nos jogos. Não. Não me orgulho disto e não, não estou brincando. O assunto é sério e é por este motivo que o título deste post é Marco Zero.
Hoje, após voltar do trabalho, aproveitei que minhas amigas (aquelas que me dão carona todos os dias) me deixaram em frente ao posto Tropical, em frente ao Plazza Avenida ($$$ merchandising $$$) e entrei para tomar um cappuccino. Enquanto me deliciava, aproveitei para ler algumas matérias da revista Psique Ciência & Vida. Uma em particular me chamou a atenção... "Metamorfose Ambulante". Escrita por Lilian Graziano, a coluna fala de como as pessoas mudam com o passar dos anos. Fisicamente e internamente. O foco principal desta matéria é sobre como "algumas pessoas fazem mais do que deixar que a vida as transforme" sobre como "elas almejam tornar-se a melhor versão de si mesmas".
Meu problema sempre foi a minha falta de força de vontade. Idealizo mil coisas... e simplesmente as engaveto. Se cada idéia, cada plano se materializa-se, eu precisaria de muitas gavetas para enchê-las. Espero não engavetar este. Marco Zero. Meu primeiro passo foi escrever de novo. E sem meu parceiro Jack Daniel's desta vez. O blog faz as vezes do terapeuta... me abro não com uma, mas com várias pessoas (tantas quantas o acessarem) e isto talvez me dê mais ânimo. Os próximos passos virão aos poucos e espero me tornar uma pessoa melhor... para mim, para minha família, para meus amigos.
Este blog foi terapêutico... por este motivo não teve trilha sonora. Entretanto, enquanto pensava em escrever, ouvia "Tá tudo mudando - Zé Ramalho canta Bob Dylan". Ótimo álbum com versões de algumas das principais obras de Dylan cantadas com o inconfundível estilo de Zé Ramalho... vale a pena conferir.
Um abraço a todos... e os vejo por aí!
Hoje, após voltar do trabalho, aproveitei que minhas amigas (aquelas que me dão carona todos os dias) me deixaram em frente ao posto Tropical, em frente ao Plazza Avenida ($$$ merchandising $$$) e entrei para tomar um cappuccino. Enquanto me deliciava, aproveitei para ler algumas matérias da revista Psique Ciência & Vida. Uma em particular me chamou a atenção... "Metamorfose Ambulante". Escrita por Lilian Graziano, a coluna fala de como as pessoas mudam com o passar dos anos. Fisicamente e internamente. O foco principal desta matéria é sobre como "algumas pessoas fazem mais do que deixar que a vida as transforme" sobre como "elas almejam tornar-se a melhor versão de si mesmas".
Meu problema sempre foi a minha falta de força de vontade. Idealizo mil coisas... e simplesmente as engaveto. Se cada idéia, cada plano se materializa-se, eu precisaria de muitas gavetas para enchê-las. Espero não engavetar este. Marco Zero. Meu primeiro passo foi escrever de novo. E sem meu parceiro Jack Daniel's desta vez. O blog faz as vezes do terapeuta... me abro não com uma, mas com várias pessoas (tantas quantas o acessarem) e isto talvez me dê mais ânimo. Os próximos passos virão aos poucos e espero me tornar uma pessoa melhor... para mim, para minha família, para meus amigos.
Este blog foi terapêutico... por este motivo não teve trilha sonora. Entretanto, enquanto pensava em escrever, ouvia "Tá tudo mudando - Zé Ramalho canta Bob Dylan". Ótimo álbum com versões de algumas das principais obras de Dylan cantadas com o inconfundível estilo de Zé Ramalho... vale a pena conferir.
Um abraço a todos... e os vejo por aí!
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Reflexões acerca do passado
Ok... eu sei que deveria ter escrito antes mas, não deu. Gostaria realmente de escrever com mais frequência. Assim como gostaria também que meu trampo não me consumisse tanto, minhas dívidas não chegassem tão rápido, e por aí vai... Meu amigo Jack Daniels, fiel parceiro nestes momentos de introspecção, fica ali no balcão, quietinho, engarrafado, olhando para mim com aquela liquidez âmbar, translúcida, melancólica...
Mas agora, sobre o tema deste post, eu lhe pergunto: Se você tivesse a oportunidade de mudar algo em seu passado... "consertar" algum erro cometido, ir a algum lugar que decidiu não ir e se arrependeu, abordar aquela garota do colégio que você nunca teve coragem por causa da timidez adolescente, dizer sim àquele namorado, naquela noite romântica, que nunca mais se repetiu... Você mudaria?
Nossa "pop culture" está abarrotada de exemplos, bons e ruins, acerca deste tema. Filmes como a trilogia "De volta para o futuro", "Efeito Borboleta", mostram as terríveis consequências de atos deste tipo. Mas sempre ouvimos alguém dizer que "se tivesse outra oportunidade faria diferente".
Fiquei refletindo a respeito, e acredito que não. Não mudaria nada. Pensei em várias coisas que gostaria que tivessem acontecido de outra forma, e fui além. O que aconteceu depois? Aconteceria da mesma forma se houvesse acontecido diferente o fato anterior? E cada coisa que veio depois? Como seria minha vida hoje? E se você fizer também este exercício de reflexão, com sinceridade e um pouco de imaginação, verá que sua vida seria hoje bem diferente do que é. Seus amigos provavelmente seriam outros, seu parceiro ou parceira, talvez fosse outro também, se você tem filhos, poderia não os ter ou vice-versa. Poderia ser mais rico e bem sucedido, mas também poderia nem estar vivo hoje. Poderia estar submetido a uma invalidez ou estar em um palco, tocando blues para centenas, ou quem sabe milhares, de pessoas.
A pergunta que deixo aberta no final deste texto é diferente, e complementar, à que fiz no início... Valeria a pena?
A trilha sonora de hoje ficou a cargo de Eric Clapton ao lado do grupo Derek and the Dominos, com quem Clapton gravou o genial Layla and Other Assorted Love Songs. Na virada dos anos 70, depois do final do Cream, Clapton entrou em duas roubadas que mudariam sua vida: apaixonou-se pela mulher do melhor amigo e afundou-se na heroína e no álcool. Alguns chegam a afirmar que, exatamente por estar passando por tanta dor, Clapton gravou alguns de seus melhores blues nesta fase, como "Nobody Knows When you're Down and Out" e "Key to the Highway", ambas do disco acima.
Fui... mas volto.
Mas agora, sobre o tema deste post, eu lhe pergunto: Se você tivesse a oportunidade de mudar algo em seu passado... "consertar" algum erro cometido, ir a algum lugar que decidiu não ir e se arrependeu, abordar aquela garota do colégio que você nunca teve coragem por causa da timidez adolescente, dizer sim àquele namorado, naquela noite romântica, que nunca mais se repetiu... Você mudaria?
Nossa "pop culture" está abarrotada de exemplos, bons e ruins, acerca deste tema. Filmes como a trilogia "De volta para o futuro", "Efeito Borboleta", mostram as terríveis consequências de atos deste tipo. Mas sempre ouvimos alguém dizer que "se tivesse outra oportunidade faria diferente".
Fiquei refletindo a respeito, e acredito que não. Não mudaria nada. Pensei em várias coisas que gostaria que tivessem acontecido de outra forma, e fui além. O que aconteceu depois? Aconteceria da mesma forma se houvesse acontecido diferente o fato anterior? E cada coisa que veio depois? Como seria minha vida hoje? E se você fizer também este exercício de reflexão, com sinceridade e um pouco de imaginação, verá que sua vida seria hoje bem diferente do que é. Seus amigos provavelmente seriam outros, seu parceiro ou parceira, talvez fosse outro também, se você tem filhos, poderia não os ter ou vice-versa. Poderia ser mais rico e bem sucedido, mas também poderia nem estar vivo hoje. Poderia estar submetido a uma invalidez ou estar em um palco, tocando blues para centenas, ou quem sabe milhares, de pessoas.
A pergunta que deixo aberta no final deste texto é diferente, e complementar, à que fiz no início... Valeria a pena?
A trilha sonora de hoje ficou a cargo de Eric Clapton ao lado do grupo Derek and the Dominos, com quem Clapton gravou o genial Layla and Other Assorted Love Songs. Na virada dos anos 70, depois do final do Cream, Clapton entrou em duas roubadas que mudariam sua vida: apaixonou-se pela mulher do melhor amigo e afundou-se na heroína e no álcool. Alguns chegam a afirmar que, exatamente por estar passando por tanta dor, Clapton gravou alguns de seus melhores blues nesta fase, como "Nobody Knows When you're Down and Out" e "Key to the Highway", ambas do disco acima.
Fui... mas volto.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
E comecemos então...
Espero que todos tenham começado o ano bem... deixemos as mazelas do passado, no passado. O texto a seguir é de Fernando Rosa e foi publicado na revista Super Interessante Especial - A História do Rock Brasileiro. Ao invés de Era uma vez... a História do Nosso Rock começa assim...
"FOI TUDO CULPA DO CINEMA. Um filme sobre rebeldia, uma canção arrebatadora e aconteceu que uma respeitável cantora de samba-canção acabou envolvida com esse tal 'novo ritmo', o rock'n roll. E, ainda que aquilo fosse visto como mais um modismo para os salões de dança, o que ocorreu nos estúdios da Continental naquele mês de outubro de 1955 ressoa até hoje. Foram os primeiros e acanhados passos da música jovem brasileira.
'A surpresa, outro dia, no programa de César de Alencar (na Rádio Nacional), foi Nora Ney cantando em inglês uma melodia que estava sendo lançada num filme', dizia uma notinha da Revista do Rádio, em sua edição de novembro de 1955. A tal 'melodia' era 'Rock Around the Clock', gravada às pressas em disco de 78 rpm, no final de outubro, em cima da versão original de Bill Haley & His Comets, da trilha sonora do filme Sementes da Violência. O senso de oportunidade funcionou: lançada pela gravadora Continental, em uma semana a música já ocupava o primeiro lugar das paradas, reproduzindo o sucesso do filme de Richard Brooks. E assim nascia o primeiro rock gravado no Brasil, pela voz de Nora Ney, cantora de samba-canção de sucesso. Então com 33 anos, Nora cumpria o papel de preencher o espaço ainda não ocupado por artistas jovens, que só foram entrar em cena alguns anos depois. O insólito de Nora Ney interpretando 'Rock Around the Clock' se deveu, além de suas óbvias qualidades vocais, à sua familiaridade com a língua inglesa. Ou seja, o rock brasileiro nasceu por causa da boa dicção de uma cantora de fossa."
"Em 1955, canções eram disputadas como commodities valiosas. As outras gravadoras ficaram em polvorosa por causa do sucesso e, logo em dezembro, a pioneira gravadora Odeon (atual EMI) lançou uma versão em português do sucesso, de autoria de Júlio Nagib, que virou 'Ronda das Horas' e foi gravada por Heleninha Silveira. A Colúmbia (atual Sony Music) também apostou na música, produzindo outra versão, com o acordeonista Frontera, também lançada em dezembro. As duas gravações não tiveram repercussão porque a juventude queria mesmo era ouvir algo próximo do original que conhecera no cinema."
"O estouro de 'Rock Around the Clock' que detonou o surgimento do rock'n roll no Brasil aconteceu, como em todo mundo, por meio do filme Sementes da Violência. Retratando os conflitos de uma juventude que começava a buscar seu espaço na sociedade, o filme estreou em São Paulo e no Rio de Janeiro em outubro de 1955 - no calor da morte trájica do maior ídolo jovem da época, James Dean. A situação de 'descontrole' da juventude, que chegava a depredar cinemas ao som do rock, não agradou às autoridades. Em muitos casos, o filme chegou a ser proibido (...). O governador de São Paulo, Jânio Quadros ordenou ao secretário de Segurança que determinasse 'à polícia deter, sumariamente, colocando em carro de preso, os que promoverem cenas semelhantes; e, se forem menores, entregá-los ao honrado juiz'. como efeito, o juiz de menores, Aldo de Assis Dias, baixou uma portaria proibindo o filme para menores de 18 anos, argumentando (com uma irônica precisão) que 'o novo ritmo é excitante, frenético, alucinante e mesmo provocante, de estranha sensação e de trejeitos exageradamente imorais'."
"Passada a explosão inicial de 'Rock Around the Clock' na versão original e na cover de Nora Ney, Elvis já estava entronado como o 'Rei do Rock' em todo mundo (...). No Brasil, novas gravações marcavam os primeiros passos do rock. 'Rock and Roll em Copacabana', de autoria de Miguel Gustavo (compositor do célebre hino da Copa de 1970, 'Pra Frente Brasil'), é apontada como o primeiro rock originalmente composto em português. Lançada em 1957 pela RCA Victor, a música foi cantada por Cauby Peixoto, àquela altura o cantor mais popular do país. Cauby havia chegado recentemente dos Estados Unidos, onde flagrara in loco o furacão Elvis. A letra descreve a entrada do rock na cena carioca e no Brasil com uma incendiária levada rhythm'n blues. 'Revira o corpo, estica o braço, encolhe a perna e joga para o ar... Eu quero ver qual é o primeiro que essa dança vai alucinar... e continua a garotada na calçada a se desabafar', diz um trecho da letra."
Ainda em 1957, outro famoso cantor popular emplacou na primeira fase do rock brasileiro. Era Agostinho dos Santos, que gravou 'Até Logo, Jacaré', uma cover em português para 'See You Later, Alligator'. em maio do mesmo ano,Carlos Gonzaga gravou 'Meu Fingimento', versão de 'The Grat Pretender', dos Platters. Enquanto isso, um grupo de jovens cariocas se reunia no cruzamento das ruas Haddock Lobo e Matoso, em frente ao Cine Roxy, na Tijuca, para conversar sobre a nova onda. Eram Erasmo e Roberto Carlos, Tim Maia, Jorge Ben, e outros. Seriam ele, numa daquelas trajetórias fantásticas de que a história do rock é repleta, que dariam identidade ao gênero no Brasil. E tudo graças ao rastro explosivo deixado por 'Rock Around the Clock'."
A trilha sonora de hoje é composta por duas coletâneas:
'Estúpido Cupido' - Som Livre. A novela de Mário Prata, exibida entre 1966 e 1967, caiu como uma luva na onda de revival dos anos 50 e levou toda a primeira geração do rock brasileiro ao grande público. Até então eram só velharias, mas embaladas na excelente trama, gemas como 'Broto Legal' (Sérgio Murilo), 'Neurastênico' (Betinho), 'Bata Baby' (Wilson Miranda) ganharam ares de clássico. Os primeiros e definitivos clássicos do pop nacional.
'No tempo do Rock'N Roll - anos 50 e 60' - Revivendo. Uma coletânea caprichada, menos romântica e mais informativa que 'Estúpido Cupido', inclui as fundamentais gravações de Nora Ney (Rock Around the Clock) e Cauby Peixoto (Rock and Roll em Copacabana) além de pérolas como 'Rock do Mendigo' com Moacir Franco, 'Meu Fingimento' com Carlos Gonzaga e 'Biquíni de Bolinha Amarelinha tão Pequenininho' com Ronnie Cord.
Fui...
"FOI TUDO CULPA DO CINEMA. Um filme sobre rebeldia, uma canção arrebatadora e aconteceu que uma respeitável cantora de samba-canção acabou envolvida com esse tal 'novo ritmo', o rock'n roll. E, ainda que aquilo fosse visto como mais um modismo para os salões de dança, o que ocorreu nos estúdios da Continental naquele mês de outubro de 1955 ressoa até hoje. Foram os primeiros e acanhados passos da música jovem brasileira.
'A surpresa, outro dia, no programa de César de Alencar (na Rádio Nacional), foi Nora Ney cantando em inglês uma melodia que estava sendo lançada num filme', dizia uma notinha da Revista do Rádio, em sua edição de novembro de 1955. A tal 'melodia' era 'Rock Around the Clock', gravada às pressas em disco de 78 rpm, no final de outubro, em cima da versão original de Bill Haley & His Comets, da trilha sonora do filme Sementes da Violência. O senso de oportunidade funcionou: lançada pela gravadora Continental, em uma semana a música já ocupava o primeiro lugar das paradas, reproduzindo o sucesso do filme de Richard Brooks. E assim nascia o primeiro rock gravado no Brasil, pela voz de Nora Ney, cantora de samba-canção de sucesso. Então com 33 anos, Nora cumpria o papel de preencher o espaço ainda não ocupado por artistas jovens, que só foram entrar em cena alguns anos depois. O insólito de Nora Ney interpretando 'Rock Around the Clock' se deveu, além de suas óbvias qualidades vocais, à sua familiaridade com a língua inglesa. Ou seja, o rock brasileiro nasceu por causa da boa dicção de uma cantora de fossa."
"Em 1955, canções eram disputadas como commodities valiosas. As outras gravadoras ficaram em polvorosa por causa do sucesso e, logo em dezembro, a pioneira gravadora Odeon (atual EMI) lançou uma versão em português do sucesso, de autoria de Júlio Nagib, que virou 'Ronda das Horas' e foi gravada por Heleninha Silveira. A Colúmbia (atual Sony Music) também apostou na música, produzindo outra versão, com o acordeonista Frontera, também lançada em dezembro. As duas gravações não tiveram repercussão porque a juventude queria mesmo era ouvir algo próximo do original que conhecera no cinema."
"O estouro de 'Rock Around the Clock' que detonou o surgimento do rock'n roll no Brasil aconteceu, como em todo mundo, por meio do filme Sementes da Violência. Retratando os conflitos de uma juventude que começava a buscar seu espaço na sociedade, o filme estreou em São Paulo e no Rio de Janeiro em outubro de 1955 - no calor da morte trájica do maior ídolo jovem da época, James Dean. A situação de 'descontrole' da juventude, que chegava a depredar cinemas ao som do rock, não agradou às autoridades. Em muitos casos, o filme chegou a ser proibido (...). O governador de São Paulo, Jânio Quadros ordenou ao secretário de Segurança que determinasse 'à polícia deter, sumariamente, colocando em carro de preso, os que promoverem cenas semelhantes; e, se forem menores, entregá-los ao honrado juiz'. como efeito, o juiz de menores, Aldo de Assis Dias, baixou uma portaria proibindo o filme para menores de 18 anos, argumentando (com uma irônica precisão) que 'o novo ritmo é excitante, frenético, alucinante e mesmo provocante, de estranha sensação e de trejeitos exageradamente imorais'."
"Passada a explosão inicial de 'Rock Around the Clock' na versão original e na cover de Nora Ney, Elvis já estava entronado como o 'Rei do Rock' em todo mundo (...). No Brasil, novas gravações marcavam os primeiros passos do rock. 'Rock and Roll em Copacabana', de autoria de Miguel Gustavo (compositor do célebre hino da Copa de 1970, 'Pra Frente Brasil'), é apontada como o primeiro rock originalmente composto em português. Lançada em 1957 pela RCA Victor, a música foi cantada por Cauby Peixoto, àquela altura o cantor mais popular do país. Cauby havia chegado recentemente dos Estados Unidos, onde flagrara in loco o furacão Elvis. A letra descreve a entrada do rock na cena carioca e no Brasil com uma incendiária levada rhythm'n blues. 'Revira o corpo, estica o braço, encolhe a perna e joga para o ar... Eu quero ver qual é o primeiro que essa dança vai alucinar... e continua a garotada na calçada a se desabafar', diz um trecho da letra."
Ainda em 1957, outro famoso cantor popular emplacou na primeira fase do rock brasileiro. Era Agostinho dos Santos, que gravou 'Até Logo, Jacaré', uma cover em português para 'See You Later, Alligator'. em maio do mesmo ano,Carlos Gonzaga gravou 'Meu Fingimento', versão de 'The Grat Pretender', dos Platters. Enquanto isso, um grupo de jovens cariocas se reunia no cruzamento das ruas Haddock Lobo e Matoso, em frente ao Cine Roxy, na Tijuca, para conversar sobre a nova onda. Eram Erasmo e Roberto Carlos, Tim Maia, Jorge Ben, e outros. Seriam ele, numa daquelas trajetórias fantásticas de que a história do rock é repleta, que dariam identidade ao gênero no Brasil. E tudo graças ao rastro explosivo deixado por 'Rock Around the Clock'."
A trilha sonora de hoje é composta por duas coletâneas:
'Estúpido Cupido' - Som Livre. A novela de Mário Prata, exibida entre 1966 e 1967, caiu como uma luva na onda de revival dos anos 50 e levou toda a primeira geração do rock brasileiro ao grande público. Até então eram só velharias, mas embaladas na excelente trama, gemas como 'Broto Legal' (Sérgio Murilo), 'Neurastênico' (Betinho), 'Bata Baby' (Wilson Miranda) ganharam ares de clássico. Os primeiros e definitivos clássicos do pop nacional.
'No tempo do Rock'N Roll - anos 50 e 60' - Revivendo. Uma coletânea caprichada, menos romântica e mais informativa que 'Estúpido Cupido', inclui as fundamentais gravações de Nora Ney (Rock Around the Clock) e Cauby Peixoto (Rock and Roll em Copacabana) além de pérolas como 'Rock do Mendigo' com Moacir Franco, 'Meu Fingimento' com Carlos Gonzaga e 'Biquíni de Bolinha Amarelinha tão Pequenininho' com Ronnie Cord.
Fui...
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
E mais um ano se foi...
E com ele a esperança de muitos de ficarem ricos, receberem aquela promoção no trampo, pegarem aquela gatinha da facul ou do trabalho... ou no caso das garotas, aquele cara saradão com que sonham todos os dias.
Estava lendo agora pouco o blog do meu amigo Jhow, e como muitos outros ele diz que fim de ano é tempo de reflexão, tempo de criar metas para o próximo ano, etc. etc. e etc. Ok. Até concordo com a reflexão. Mas você já parou para refletir o mundo à sua volta? O seu dia a dia? As pessoas que fazem parte deles? Então... eu sim! E cara... não foi nada legal! "Preciso abrir meu coração pra vocês"... Credo! Da onde a Perdigão tirou esta idéia? Agora sério...
Trabalho. Em um ambiente onde a palavra de ordem deveria ser União, o que impera é a Falsidade. Cara! Festa de "confraternização". Todo mundo dando tapinhas nas costas, abraços, beijinhos... chefe fazendo elogios, promessas... e na semana seguinte: corte de pessoal, remanejamento "estratégico", o escambau! Colegas de trabalho que se dizem amigos, não pensam duas vezes antes de te sacanear. META PARA 2011: Continuar convivendo com a falsidade, as intrigas, e tudo o mais, pois preciso do meu salário no final do mês.
Amigos. Este ponto é triste. Lembro da época em que os amigos ligavam, cumprimentavam, marcavam de se encontrar para por a conversa em dia, tomar umas brejas, sacanear todo mundo... agora... com as redes de relacionamento, o relacionamento foi pros quiabos. Mensagem de natal? Comunitárias. Impessoais. META PARA 2011: Tentar não ser esquecido completamente pelos amigos, apesar do tempo escasso e a quase impossibilidade de se fazer qualquer coisa.
Família. Este é um ponto muito pessoal, então me reservarei no direito de não comentá-lo aqui... mas... devo dizer que foi algo que me tomou bastante tempo de reflexão. Mais que os demais. META PARA 2011: Refletir menos...
É isso aí... reflita... se surpreenda... se irrite... priorize aquilo que realmente vale a pena, e depois continue do mesmo jeito. Pois, se você resolver mudar tudo aquilo que deveria mudar... vai acabar morando em uma caverna!
Ah! A trilha sonora de hoje foi de Kim Kehl & Os Kurandeiros. E meu parceiro líquido, Jack, também esteve presente. META PRA 2011: falar mais de Rock N' Roll e continuar bebendo. Tchau e até 2011, o Ano do Coelho!
Estava lendo agora pouco o blog do meu amigo Jhow, e como muitos outros ele diz que fim de ano é tempo de reflexão, tempo de criar metas para o próximo ano, etc. etc. e etc. Ok. Até concordo com a reflexão. Mas você já parou para refletir o mundo à sua volta? O seu dia a dia? As pessoas que fazem parte deles? Então... eu sim! E cara... não foi nada legal! "Preciso abrir meu coração pra vocês"... Credo! Da onde a Perdigão tirou esta idéia? Agora sério...
Trabalho. Em um ambiente onde a palavra de ordem deveria ser União, o que impera é a Falsidade. Cara! Festa de "confraternização". Todo mundo dando tapinhas nas costas, abraços, beijinhos... chefe fazendo elogios, promessas... e na semana seguinte: corte de pessoal, remanejamento "estratégico", o escambau! Colegas de trabalho que se dizem amigos, não pensam duas vezes antes de te sacanear. META PARA 2011: Continuar convivendo com a falsidade, as intrigas, e tudo o mais, pois preciso do meu salário no final do mês.
Amigos. Este ponto é triste. Lembro da época em que os amigos ligavam, cumprimentavam, marcavam de se encontrar para por a conversa em dia, tomar umas brejas, sacanear todo mundo... agora... com as redes de relacionamento, o relacionamento foi pros quiabos. Mensagem de natal? Comunitárias. Impessoais. META PARA 2011: Tentar não ser esquecido completamente pelos amigos, apesar do tempo escasso e a quase impossibilidade de se fazer qualquer coisa.
Família. Este é um ponto muito pessoal, então me reservarei no direito de não comentá-lo aqui... mas... devo dizer que foi algo que me tomou bastante tempo de reflexão. Mais que os demais. META PARA 2011: Refletir menos...
É isso aí... reflita... se surpreenda... se irrite... priorize aquilo que realmente vale a pena, e depois continue do mesmo jeito. Pois, se você resolver mudar tudo aquilo que deveria mudar... vai acabar morando em uma caverna!
Ah! A trilha sonora de hoje foi de Kim Kehl & Os Kurandeiros. E meu parceiro líquido, Jack, também esteve presente. META PRA 2011: falar mais de Rock N' Roll e continuar bebendo. Tchau e até 2011, o Ano do Coelho!
sábado, 18 de dezembro de 2010
Sábado, chuva e tédio...
Quantos cômodos vazios são necessários para deprimir uma pessoa?
Ow... calma lá... isto não é uma carta de suicídio! Mas, como se ouvia na voz do Biquini Cavadão... "Sentado no meu quarto o tempo vôa; Lá fora a vida passa, e eu aqui à tôa; Eu já tentei de tudo, mas não tenho remédio, prá livrar-me desse tédio...". O que me resta é comentar o cenário desta tarde de sábado.
Antes de começar a escrever, assisti "Get Low". Eis a sinopse: "Em “Get Low”, Robert Duvall vive homem que organiza seu próprio funeral. Outro concorrente com reais chances de oscar. Grandes performances de Robert Duvall, Bill Murray e Sissy Spacek numa história real, que de tão inusitada foi capa da Life em 1938. Acho mesmo que o Oscar não escapa de Duvall dessa vez. Excelente como um ermitão bravo, mal humorado, e depois emociona até insensíveis com suas razões escondidas a sete chaves.Começa como uma comédia leve: a morte discutida com muito humor negro, avança para um mistério: que diabos aquele ermitão esconde? E depois penetra no terreno do drama." Um ótimo filme. Realmente a interpretação de Duvall é excelente.
A trilha sonora deste post, hoje é divida por duas bandas. A primeira, 3 Hombres, "é uma banda paulista do início dos anos 90. Era formada por Daniel Benevides, Jair Marcos, Minho K e Sérgio Alaune. O disco "De Volta ao Oeste", lançado pela Baratos Afins, é considerado uma das 5 maiores pérolas esquecidas do Rock Brasileiro. Um disco espetacular que pouco se fala e que quase ninguém ouviu. rock simples com doses de blues e um vocal perfeito ao som da banda". Já a segunda, Ratos de Sallon, é uma banda de Santo Ângelo, formada pelos irmãos Zalapatta, com um estilo "bubblegum ramoníaco". O disco homônimo, de 2001, tem inclusive uma versão para "Baby I Love You", que se transformou em "Te Amo Garota".
Para completar uma uma excelente trilogia de Cinema, Música e Leitura, indico o livro que estou lendo no momento, "A Batalha do Apocalipse - Da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo" de Eduardo Spohr e publicado pela editora Verus. "Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano, das vastas planícies da China ao gelados castelos da Inglaterra medieval, A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana - é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, repleto de lutas heróicas, magia, romance e suspense".
Então... como diria um amigo meu... é o que temos pra hoje. Aproveite o sábado chuvoso para ler um bom livro, assistir a um bom filme, ouvir boa música ou mesmo dormir. Use o tédio ao seu favor e em último caso, se nada der certo, sente em frente ao computador e escreva. Funcionou para mim. Tchau.
Ow... calma lá... isto não é uma carta de suicídio! Mas, como se ouvia na voz do Biquini Cavadão... "Sentado no meu quarto o tempo vôa; Lá fora a vida passa, e eu aqui à tôa; Eu já tentei de tudo, mas não tenho remédio, prá livrar-me desse tédio...". O que me resta é comentar o cenário desta tarde de sábado.
Antes de começar a escrever, assisti "Get Low". Eis a sinopse: "Em “Get Low”, Robert Duvall vive homem que organiza seu próprio funeral. Outro concorrente com reais chances de oscar. Grandes performances de Robert Duvall, Bill Murray e Sissy Spacek numa história real, que de tão inusitada foi capa da Life em 1938. Acho mesmo que o Oscar não escapa de Duvall dessa vez. Excelente como um ermitão bravo, mal humorado, e depois emociona até insensíveis com suas razões escondidas a sete chaves.Começa como uma comédia leve: a morte discutida com muito humor negro, avança para um mistério: que diabos aquele ermitão esconde? E depois penetra no terreno do drama." Um ótimo filme. Realmente a interpretação de Duvall é excelente.
A trilha sonora deste post, hoje é divida por duas bandas. A primeira, 3 Hombres, "é uma banda paulista do início dos anos 90. Era formada por Daniel Benevides, Jair Marcos, Minho K e Sérgio Alaune. O disco "De Volta ao Oeste", lançado pela Baratos Afins, é considerado uma das 5 maiores pérolas esquecidas do Rock Brasileiro. Um disco espetacular que pouco se fala e que quase ninguém ouviu. rock simples com doses de blues e um vocal perfeito ao som da banda". Já a segunda, Ratos de Sallon, é uma banda de Santo Ângelo, formada pelos irmãos Zalapatta, com um estilo "bubblegum ramoníaco". O disco homônimo, de 2001, tem inclusive uma versão para "Baby I Love You", que se transformou em "Te Amo Garota".
Para completar uma uma excelente trilogia de Cinema, Música e Leitura, indico o livro que estou lendo no momento, "A Batalha do Apocalipse - Da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo" de Eduardo Spohr e publicado pela editora Verus. "Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano, das vastas planícies da China ao gelados castelos da Inglaterra medieval, A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana - é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, repleto de lutas heróicas, magia, romance e suspense".
Então... como diria um amigo meu... é o que temos pra hoje. Aproveite o sábado chuvoso para ler um bom livro, assistir a um bom filme, ouvir boa música ou mesmo dormir. Use o tédio ao seu favor e em último caso, se nada der certo, sente em frente ao computador e escreva. Funcionou para mim. Tchau.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Desviginando o Blog!
Bem... vamos lá. Sou novo nesta história de blog e fiquei pensando o que escrever. Coloquei um Best Of do Creedence pra tocar, abri uma garrafa de Jack Daniel's e fui buscar gelo... Surpresa! Não tinha gelo. Imperdoável. Ok! Vai cowboy mesmo... o calor é que mata, mas pelo menos, meu amigo Jack não se afoga no gelo derretido. Foi na primeira bebericada que me lembrei de um trecho de Destilado N' Blues, de Sérgio Duarte e Entidade Joe: "Um copo de um lado / um outro destilado / bebendo Jack Daniels / ... / você tá do lado errado / venha para o lado do blues / ver o mundo desti lado".
O Mundo Destilado quase foi o nome deste Blog. Queria que fosse algo menos real, menos palpável, algo que se encontrasse atrás do tecido da realidade... e pensando assim, me lembrei do Absolem (aquela lagarta azul do País das Maravilhas), fumando seu narguilé em cima de um cogumelo... cogumelo... casinha de sapo... é. Às vezes fico pensando neste processo do pensamento (geralmente quando estou bêbado). Como uma coisa leva a outra, que leva a outra, e uma conversa que começou com o quão engraçado estava o tiozinho no balcão do buteco, xavecando cada garota que chamava o barman, termina em como a porra da pipoca tava salgada no cinema semana passada. Coisa de louco... não o processo do pensamento, mas pensar sobre ele. Ou de bêbado... não... tô na primeira dose ainda. Aliás... sabiam que o meu amigo Jack, o da música, é um destilado de milho, centeio e cevada? O que o torna a bebida mais recomendada para qualquer tipo de dieta, já que todas elas recomendam cereais. Boa... beberei a isso... segunda dose.
Comecei a curtir este negócio de blog. Lá pela centésima postagem já serei um escritor de primeira... ou um alcoólico. A segunda alternativa com certeza.
Minha idéia para este blog, inicialmente, era comentar música. Rock n' Roll, Blues... mas acredito que vá além. As coisas ganham proporções diferentes das esperadas. Pode ser que ninguém leia o blog e eu o use apenas como desculpa para beber sozinho; pode ser que eu seja obrigado a parar de escrever por ordens médicas (do meu hepatologista); mas pode ser que este blog passe a ser seguido por algumas pessoas e eu me empolgue com isto... seria legal... então, divulguem se gostarem, ok?
Agora... me despeço... quase uma da manhã, a 24ª e última música (Up Around the Bend) já está no final e estou matando a terceira dose do Old Nº 7. Boa noite a todos.
O Mundo Destilado quase foi o nome deste Blog. Queria que fosse algo menos real, menos palpável, algo que se encontrasse atrás do tecido da realidade... e pensando assim, me lembrei do Absolem (aquela lagarta azul do País das Maravilhas), fumando seu narguilé em cima de um cogumelo... cogumelo... casinha de sapo... é. Às vezes fico pensando neste processo do pensamento (geralmente quando estou bêbado). Como uma coisa leva a outra, que leva a outra, e uma conversa que começou com o quão engraçado estava o tiozinho no balcão do buteco, xavecando cada garota que chamava o barman, termina em como a porra da pipoca tava salgada no cinema semana passada. Coisa de louco... não o processo do pensamento, mas pensar sobre ele. Ou de bêbado... não... tô na primeira dose ainda. Aliás... sabiam que o meu amigo Jack, o da música, é um destilado de milho, centeio e cevada? O que o torna a bebida mais recomendada para qualquer tipo de dieta, já que todas elas recomendam cereais. Boa... beberei a isso... segunda dose.
Comecei a curtir este negócio de blog. Lá pela centésima postagem já serei um escritor de primeira... ou um alcoólico. A segunda alternativa com certeza.
Minha idéia para este blog, inicialmente, era comentar música. Rock n' Roll, Blues... mas acredito que vá além. As coisas ganham proporções diferentes das esperadas. Pode ser que ninguém leia o blog e eu o use apenas como desculpa para beber sozinho; pode ser que eu seja obrigado a parar de escrever por ordens médicas (do meu hepatologista); mas pode ser que este blog passe a ser seguido por algumas pessoas e eu me empolgue com isto... seria legal... então, divulguem se gostarem, ok?
Agora... me despeço... quase uma da manhã, a 24ª e última música (Up Around the Bend) já está no final e estou matando a terceira dose do Old Nº 7. Boa noite a todos.
Assinar:
Postagens (Atom)
