quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Recordações da infância e os Points que faziam a cabeça em Rio Preto!

Opa! E aí pessoal, tudo beleza?Até tentei postar algo antes do prazo trimestral mas não rolou. Tive algumas idéias que não chegaram a ser escritas e se foram com o vento (quando ainda ventava em Rio Preto), tive outras que chegaram a virar rascunho mas não passaram disto, e no final das contas cheguei a seguinte conclusão: eu apenas escrevia os posts, mas as idéias e os textos eram do meu amigo Jack (o Daniel's). Mas vejam só, hoje estou escrevendo e tomando um capuccino. A trilha sonora de hoje, coincidentemente, é a mesma do post passado, Moda de Rock - Viola Extrema, de Ricardo Vignini e Zé Helder. E tudo isto porquê? Porque o assunto hoje são recordações.
Há algum tempo venho pensando em escrever sobre minha cidade, algumas recordações que tenho da infância, da adolescência, e hoje, conversando com uma amiga no ônibus, voltando de Mirassol, tocamos neste assunto. Nosso assunto foi sobre as mudanças que ocorreram e, infelizmente, foram para pior. Falávamos sobre a ideia do nosso atual prefeito de transformar a Praça Cívica em um novo terminal rodoviário e eu me lembrei do quanto brinquei naquela praça, onde meu pai me levava à noite para correr, ver os peixes (pasmem, havia peixes na piscina da fontes), me esconder em meio às estátuas de um monumento que nem existe mais. E aí, falando de praça, me lembrei da pracinha que fica na avenida Alberto Andaló, próxima ao Mc Donalds, onde hoje, existe um ponto de ônibus, existia uma pequena "mina" de água potável onde as famílias iam buscar água e levar as crianças para brincar. Descia-se uma pequena escadaria para chegar às torneiras. Alguém se lembra?
Vivi minha infância morando, praticamente, no centro de Rio Preto. A casa onde morei não existe mais, no lugar dela hoje fica o estacionamento do Pão de Açúcar, na rua General Glicério. Meu pai tinha uma oficina mecânica na rua Rubião Júnior, um pouco acima da avenida Bady Bassitt e meu falecido avô, pai do meu pai, era carroceiro e "fazia ponto" na esquina das ruas General Glicério e Saldanha Marinho, ao lado da Associação de Luto e próximo de casa.
Na minha adolescência, já morava um pouco mais longe. Morei no Parque Industrial (mesmo bairro onde moro hoje) e na Vila Itália (onde meus pais ainda moram). Só que naquela época, eu ia a todos os lugares a pé. E voltava a pé também. Às vezes com amigos, às vezes sozinho, e nunca fui assaltado. Nem tinha esta preocupação. Você deixaria seu filho fazer isto hoje? Pois é.
Fiz muito "foot" na ponte do shopping (aquela mesmo, em frente ao Rio Preto Shopping) quando ele foi inaugurado. Ao som da banda Barão Vermelho, pulei no terreno de terra batida que havia em frente ao SESC Rio Preto quando da sua inauguração. Atravessei inúmeras vezes a avenida Alberto Andaló de ponta a ponta nas noites de sábado. Já ouviu falar do Tropicália? Antes do Vila Baden, existiu o Babilônia, e antes do Babilônia, existiu o Tropicália, e lá tomei muito chopp com steinhaeger. Curti muitas bandas de rock no Cedros, um barzinho que nada mais era que uma casa, onde bandas tocavam na varanda, e ficava ao lado do Praça Zero. Quê? Praça Zero? Isto mesmo, existiu por algum tempo onde hoje é o Habib's. No Paloma, entrava-se e espremia-se até chegar ao bar, "dava uma banda" e voltava por onde entrou, saía e continuava andando. Oitenta por cento dos adolescentes que iam para a Andaló, iam só para andar, paquerar, beber (andando) e para isto tínhamos o Ritz, um barzinho de fundo, entre o Zero Grau e o Tropicália, onde comprávamos a cerveja. Os "punks" encontravam-se no Museu, um bar que tinha uma cadeira de barbeiro na calçada, perto do Automóvel Clube.
Para dançar, íamos na boate do Palestra aos domingos, na Champagne da rodovia (hoje a Mixed Club) ou na boate São Francisco, na avenida Murchid Honsi. Também na Murchid, tínhamos o Terapia Chopp, com sua famosa Taça Terapia, uma "taçona" com aproximadamente um litro e meio de chopp, que vinha dentro de um balde de gelo (e eu já virei uma destas inteira). Para curtir um bom rock'n roll, Olaria (próximo ao Aeroporto, hoje um estacionamento) e lá, meu amigo Stephano De Marco tocou muito com a banda Trilogia.
É, meus amigos, Rio Preto já foi uma cidade com diversidade de entretenimento de baixo custo, baixíssima criminalidade e muito divertimento. Com certeza esqueci muita coisa e por isso sintam-se a vontade para comentar o post, citar seus lugares preferidos e, caso sejam da mesma época que eu, confirmarem minhas palavras (ou desmenti-las).
Abraços e até daqui a três meses, ou antes!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Ócio criativo e fotografias ao som de viola caipira

Bom dia galera... comecei esta nova postagem pensando em ócio criativo. Por quê? vc pergunta, e eu respondo: hoje, 29 de junho, é dia de São Pedro (que na verdade chamava-se Simão, ou Simeão), fundador (junto com São Paulo) da igreja católica, primeiro bispo de Roma e padroeiro da cidade de Mirassol, onde trabalho. Entendeu? Hoje, onde trabalho, é feriado, mas eu não trabalho na cidade onde moro, portanto, minha esposa e meus amigos (não os do serviço) estão trabalhando, meu filho está na escola e eu estou sozinho em casa, sem ter o que fazer (mentira, poderia estar limpando a casa, passando roupa, etc...). E, por um momento pensei em exercer o ócio criativo, mas este primeiro impulso foi sobrepujado pela sua pior inimiga, a preguiça avassaladora.
Como resposta, resolvi escrever o blog (afinal de contas, o tornei trimestral e já fazem três meses que postei alguma coisa). Botei um cd para tocar (comento sobre ele no final), peguei uma caneca de chá de gengibre, cravo e canela gelado, adicionei um pouco de mel e uma dose de run e voltei ao computador.

<intervalo> (neste intervalo o chá acabou, fui à escola do meu filho vê-lo dançar com a turminha, fui ao shopping trocar o presente do meu irmão, comi um sanduba no SubWay, saí e tomei um capuccino da Doçura. Voltei pra casa e cochilei um pouco...) <fim do intervalo>


Mudando de assunto... novo hobby, fotografias. Comecei a "brincar de bater fotos" e gostei. Basicamente, vou a apresentações musicais todas as semanas no SESC Rio Preto e aproveito para bater fotos dos artistas. Criei uma série de fotos no Flickr chamada O Diabo mora nos detalhes, onde posto algumas destas fotos tiradas com um olhar mais objetivo. São detalhes dos instrumentos, do equipamento, um acorde, ou mesmo uma garrafinha de água. Tudo em P&B (preto e branco). Um dia desses ainda faço um curso de fotografia digital, mas por enquanto vou explorando o potencial da minha câmera (que é bem maior que o meu, hehe). Bater fotos é um hobby bastante divertido e faz você ter um olhar diferente sobre tudo. Se tiver oportunidade, experimente.

O cd que comentei acima e fez parte da trilha sonora deste post é "Moda de Rock - Viola Extrema", com Ricardo Vignini e Zé Helder. Imaginem clássicos do rock como "Kashmir" do Led Zeppelin, "Master of Puppets" do Metallica, "Kaiowas" do Sepultura, "Mr. Crowley" do Ozzy, "Aqualung" do Jethro Tull, entre outros. Agora imaginem eles apenas instrumentais e, detalhe, tocados com viola caipira. Isto mesmo, viola caipira. Uma mistura inusitada e muito agradável de se ouvir, eu recomendo. O cd que finaliza a trilha de hoje é "Empreitada Perigosa" do Matuto Moderno. Grupo formado pelos mesmos rapazes aí de cima e mais Marcelo "Jesus" Berzotti no baixo, Ricardo Berti na bateria, Mingo Jacob na percussão e Edson Fontes nos vocais. Este cd traz algumas pérolas do nosso cancioneiro popular como "Índia", "Caminheiro" e "Cabocla", com uma roupagem diferente e uma pegada mais rockeira em algumas faixas.

É isso. Visitem minha galeria de fotos no Flickr, comentem as fotos, comentem o blog, o compartilhem e fiquem em paz. Um abraço a todos.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Motivações, ansiedades e fazer o quê?

O que vocês teem feito da vida? Quais as novidades? Todas aquelas? Então, como vão vocês? Eu estou bem, obrigado. Estou, como sempre, há um bocado de tempo sem escrever. Vamos combinar assim: as postagens passam a ser trimestrais, assim estarei sempre no prazo e, eventualmente, poderão ocorrer postagens extras, ok? Eu sei, gostaria muito de escrever toda semana ou a cada quinze dias, mas não dá. Não consigo. Simples assim. Hoje por exemplo, não faço a mínima idéia do que escrever, mas me obriguei a escrever algo e quis começar com aquelas perguntas do início do texto.
Aqueles que lêem este blog, sabem que tenho feito várias coisas e por este motivo não quero falar de mim, mas de outros. Amigos, colegas de trabalho, família, vizinhos. Pessoas em todos os lugares estão vivendo suas vidas. Em função de quê? De quem? O que as motiva?
Aline, nome fictício (ou não), formada em Direito, dedica todas as suas horas "livres" à educação de seu filho e ao estudo para o exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Acredita que precisa urgentemente seguir seu sonho de trabalhar na área que escolheu e desta forma dar um "upgrade" na sua vida e assim ter mais tempo para seu filho. Lê (outra amiga) casa-se este ano. Suas atuais preocupações são os preparativos do casamento. Igreja, vestido, salão, festa, dívidas. Tudo deve ser perfeito... e será! Um casal bacana. Realmente combinam. Minha esposa meio que se contagiou com minha reeducação alimentar e começou a se cuidar também (ou foi isso ou o medo do maridão aqui ficar gatão, hehe).
E assim segue a vida. Meus vizinhos de apartamento se tornaram pais há quinze dias. Estão babões como todos podem imaginar. Primeiro filho. Miguel. Nome forte para uma criatura tão pequena. Mas aí olho para o Giancarlo, meu filho, que ontem mesmo era praticamente do mesmo tamanho e hoje está com cinco anos completos. O tempo voa e talvez seja por isto que as pessoas ficam ansiosas. Ansiosas por mudanças. Ansiosas por realizações. Ansiosas pela expectativa do que virá a seguir. Esta ansiedade, de certa forma, é benéfica para nós. Ela nos mantêm em estado de alerta para que nada nos pegue desprevenidos. Entretanto, estar o tempo todo em estado de alerta pode ser estafante, e é por esta razão que tantas síndromes, de origem psicológicas, estão aparecendo. O excesso de informações, esta "infoxicação", não nos dá tempo hábil de assimilar tudo. E aí estressamos, metemos o pé no balde, e se não temos algo que nos motiva a continuar tentando, caímos no ócio.
Por isto, volto a perguntar, o que vocês teem feito da vida? O que os motiva?

A trilha sonora de hoje  foram vários discos de blues. Motivado (a-hã!) pelo excelente show de ontem com o fantástico bluesman Flávio Guimarães, estou a algumas horas ouvindo meus cds (todos eles adquiridos nos diversos shows que o SESC Rio Preto me proporciona). Entre eles, destaque para o recente trabalho de Flávio Guimarães: Flávio Guimarães and friends. Com participações mais do que especiais de Rick Estrin and The Nightcats, Joe Filisco, Igor Prado Blues Band, Charlie Musselwhite, Steve Guyger entre outros. Indispensável.
Abraços a todos, e nos vemos por aí........................ Fui!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Um ano rápido mas com boas novas

Olá, voltei. Há exatamente um ano e um dia, postei aqui um desabafo. Postei também minhas perspectivas e metas para 2011. Muito bem... mais um ano se foi (muito mais rápido do que gostaria, confesso) e muitas coisas foram feitas, muito mais deixaram de ser (por falta de tempo, dinheiro ou vontade mesmo) e estou aqui novamente para fazer um balanço deste ano que passou.
Para começar, a apunhalada que levei pelas costas em dezembro de 2010 e todas as suas consequências que fizeram com que eu ficasse "puto" ano passado (vide post "E mais um ano se foi...") acabaram surtindo efeitos benéficos. Vejo hoje que estava acomodado em minha zona de conforto e as mudanças que ocorreram abriram novas oportunidades. Novos conhecimentos, novas amizades. 'Obrigado sua traíra, continuarei conversando contigo somente o necessário por uma questão de educação, mas não lhe perdoo a traição'.
2011 foi o ano do Marco Zero. O planejamento foi legal mas não saiu como planejado, entretanto, de certa forma houve diversas mudanças. A dieta funcionou... foram quinze quilos eliminados ao longo de quatro meses. Este mês estou me contentando em manter o peso atual (o que não é nada fácil com tantas confraternizações e happy hours). Em 2012 pretendo continuar, mas desta vez, aliando um pouco de atividade física (quem sabe menos dez quilos?). Incluídos nas mudanças: voltei a praticar violão e a fazer aulas (o que me ajuda a combater o estresse do dia a dia), mudei drasticamente meu visual (o que melhorou minha auto estima pois tive um feedback muito positivo da família, de amigos e clientes), entre outras pequenas coisas.
Algo que mudou também e só hoje pude perceber... antes dos exames, da dieta, eu "andava" (entre aspas pois  não andava literalmente) completamente sedentário. Pela manhã, ficava ao computador até na última hora, saía "correndo", pegava um ônibus até o centro, onde descia e pegava outro para o serviço. Depois de um tempo, com a reeducação alimentar a qual me submeti, passei a sentir maior disposição e comecei a sair um pouco mais cedo de casa e ir à pé ao centro, fazendo assim, uma pequena caminhada de uns trinta a quarenta minutos todos os dias. Hoje precisei ir de ônibus e pude perceber o quão depressivo isto é. Começou logo no ponto, com um senhor reclamando do atraso dos ônibus (nota: o ônibus não estava atrasado). Disse a ele que se chegamos mais cedo ao ponto, a demora é problema nosso e não deles e me afastei. Dentro do ônibus, pior! Todas as conversas que escutava eram reclamações. A vizinha, a saúde, a casa, o marido, e por aí vai... Percebi que sempre foi assim, mas como estava acostumado, não ligava, não me indignava, nada fazia.
Com a família também o ano foi promissor. Assistimos várias peças de teatro infantil, vários pequenos shows de rock, blues e outros estilos, viajamos, passeamos e estamos bem. Meus contatos com os amigos também melhoraram bastante. Reencontrei alguns que não via há bastante tempo e voltei a jogar RPG (Role Playing Game).
Acho que é isto. Como já disse no post anterior, disseram que eu escrevia melhor quando meu amigo Jack (o Daniel's) me fazia companhia, mas espero que este post tenha ficado bom. A proposta era falar de 2011 e ele, pra mim, foi bom. Para 2012 espero melhorar o que fiz certo, corrigir o que fiz errado, fazer o que não fiz e seria bom ter feito, ler o que não li e seria legal ter lido e acima de tudo, agradecer mais... agradecer pequenas coisas que fazem diferença, pequenos gestos que passam desapercebidos mas que nos fazem bem. A trilha sonora deste post foi "Uma Outra Estação" da Legião Urbana. "Se há, no álbum, momentos de doçura, também há outros de uma tristeza cortante. O mais impressionante é, sem dúvida, constatar que, na canção-título, a voz de Renato não passa de um fiapo, que a custo a bateria de Bonfá e a guitarra de Dado não abafam. A dupla, aliás, exibe neste disco alguns de seus melhores momentos em estúdio. A bateria vigorosa e grave e a guitarra de Dado fazem um contraponto de rara delicadeza."
Até o próximo post... abraços!

URBANA LEGIO OMNIA VINCIT

domingo, 20 de novembro de 2011

Divagações

Oi. Definitivamente não sou escritor. Não consigo escrever no blog todas as semanas. Poxa... não consigo escrever nem todos os meses, hehehe. Mas, estou aqui de novo. A vida não tem me revelado grandes surpresas, tudo caminha dentro da mesma rotina. Mesmo ritual todas as manhãs, trabalho, casa. Mas não me queixo. Antes uma rotina saudável que surpresas desagradáveis. E sempre que possível podemos fazer algo diferente.
Um bom exemplo de algo diferente: Cirque du Soleil. Setembro fui com a família assistir o espetáculo Varekai, em Sampa. Simplesmente magnífico. Já havia assistido Saltimbanco em 2006, mas Varekai superou minhas espectativas. Como se não bastasse, o mundo conspirou ao meu favor. Pegamos um táxi e o taxista dando uma de esperto passou pela entrada, acreditando que daríamos a volta em todo parque Villa Lobos. Errou. Pedi para estacionar na entrada do parque e andamos até o circo, do outro lado. Chegamos por trás das tendas e começamos a contornar o circo até a frente, quando começou a apertar a garoa que até então estava fininha. Quase chegando, avistamos uma fila e começamos a nos encaminhar a ela. A chuva apertou de vez e todos correram para a pequena entrada, causando a maior muvuca. Lógico que corremos também e nos embrenhamos na bagunça. A galerinha do circo mal conseguia pegar os ingressos. Pegavam, destacavam, devolviam. Outros vinham e colocavam credenciais em nossos pescoços. Credenciais??? É isso aí. Estávamos no Tapis Rouge, a área VIP do Cirque du Soleil. Uma tenda lindíssima, super acolhedoura, garçons servindo espumantes, whisky e refrigerantes, canapés dos mais variados e muitas iguarias. Um verdadeiro sonho. Ok, ok, às vezes a vida me revela alguma grande surpresa sim, hehehe.
Esta viagem serviu também para eu conhecer Moema. Eu que nunca gostei de Sampa, descobri um bairro em que moraria. Sem movimento nas ruas (exceto nas ruas principais, de comércio), muitas árvores, passarinhos cantando. Levantei cedo no domingo e fui passear pelas ruas. Aproveitei e parei em um mercadinho para comprar alguns ingredientes para fazer um nhoque para nossos anfitriões... e ficou bom.
O resto, tudo na mesma. Alguns percalços no trabalho, mas nada grave. Os percalços de sempre no casamento, mas quem não os tem. Se pararmos para analisar, vamos ver que a vida é boa. Realmente muito boa! Até breve.
Ah... lembrei de algo que quase me afastou do blog. Lembram que tive de parar de beber por seis meses (aqueles que leram os outros posts vão se lembrar, senão leiam), pois bem, me disseram que eu escrevia melhor quando bebia. É mole? Como diria José Simão, é mole mais sobe.

domingo, 4 de setembro de 2011

Espanando o pó do blog.

Coff, coff, coff... pqp, que poeira... até teias de aranha foram feitas neste blog. Também, não para menos, fazem quase quatro meses que não escrevo aqui. E vou ser sincero como sempre, pois o motivo é bem simples... preguiça. Deixar para depois o que se pode fazer agora, é não fazer nunca aquilo que você queria fazer. Sempre aparece algo mais importante, ou mais interessante ou qualquer merda mesmo. Foram várias as vezes em que eu tive vontade de escrever aqui. Várias ocasiões, vários acontecimentos, várias idéias (que com toda a certeza, eu não lembrarei para escrever hoje). Mas, algo precisa ser comentado... o projeto Marco Zero.
Estes quatro meses em que fiquei afastado daqui, foram bastante ruins para o projeto. Voltei a ficar muito tempo (do meu tempo livre, que não é tanto assim) jogando no Facebook (antigos vícios são difíceis de deixar). Não só um mas, agora, vários jogos. Zombie Lane, The Sims Social, Gardens of Time, Carmen Sandiego, Eredan iTCG,  e por aí segue. Desnecessário dizer que parei de fazer várias outra coisas como bater papo on line (o que continuo não fazendo sempre, mas agora por outros motivos), passar mais tempo com meu filho, cuidar mais da casa. Este, foi o ponto principal da derrocada do projeto, entretanto, algo ocorreu que o salvou. Um "puxão de orelha" do meu cardiologista.
Sintomas da vida desregrada: Colesterol alto (o ruim, pois o bom está baixo), Triglicérides alto, e o pior, TGP quase quatro vezes o valor de referência. Não sabe o que é TGP? Gordura no fígado. Sem falar que não consegui completar o exame de esteira e estava pesando pouco mais de 118 quilos. O puxão de orelha foi o de menos, o tapa na cara que estes resultados me deram é que doeu. Aquilo me fez ver que eu precisava mudar, e como uma coisa puxa a outra, retomei o Marco Zero.
Primeira e mais importante atitude: reeducação alimentar. Vários alimentos foram substituídos por versões mais saudáveis, cortei os doces, o refrigerante, e (snif, snif) o álcool. Tenho seis meses para reverter o quadro, e estou tendo resultados positivos, em um mês perdi trinta dias, hehehe brincadeira, perdi seis quilos. Outra atitude importante que tomei: apaguei praticamente todos os jogos do meu Face. Deixei apenas um (afinal de contas, investi dinheiro real neste). Voltei a ter aulas de violão e comprei um novo. Fiz algumas mudanças em casa, o que deixou meu filho bastante contente pois ele ganhou um quarto novo, maior e mais bonito. E ontem comecei minha nova tatuagem, que era outro dos meus projetos engavetados.
Ah... e fiz minha primeira viagem para fora do estado, que também foi minha primeira viagem de avião. Fui conhecer Salvador, BA, e visitar amigos que moram lá. Praias magníficas, amigos magníficos, viagem... magnífica.
Bem... é isto. Fazia muito tempo que eu não escrevia, e espero que este post não tenha ficado chato sem meu amigo Jack. A trilha sonora de hoje fica a cargo de Carolina Zingler, com seu mais recente álbum Butterfly. Dona de uma voz doce e ao mesmo tempo poderosa, ela apresenta um estilo bem aconchegante, uma mistura de Jazz e Bossa Nova, quase todo composto por músicas próprias e um projeto gráfico maravilhoso.
Eu fico por aqui, já estão todos dormindo então aproveitarei para assistir algum filme na TV... até breve.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Quebrando tabus e recebendo abraços

Voltei. Ainda é dia das mães, mas até terminar de escrever não será mais, portanto, espero que todas as mães que lerem este post tenham tido um dia maravilhoso e curtido demais seus filhos... parabéns! Vocês merecem!
O Projeto Marco Zero continua. Bem devagar, eu confesso, mas continua. Pelo menos voltei a bater papo no facebook (de vez em quando), a ficar mais com minha família (hoje até rolou sessão de cinema em casa... com pipoca e tudo), e algumas mudanças pessoais... nada muito significativo.
Quanto ao título, são dois assuntos diferentes: "quebrando tabus" e "recebendo abraços". Para começar. tabu pode ser considerado um assunto, ou comportamento, inaceitável (até mesmo proibido) em uma determinada sociedade, e eu comecei a pensar nesta dificuldade de se quebrar um tabu ao me pegar, em plena noite de sexta-feira santa, traçando um belo "bifão" à milanesa. Alguns de vocês podem vir a achar a coisa mais normal do mundo, mas a maioria sabe, assim como eu, que NÃO se come carne na sexta-feira santa. O que me deixou pensativo foi a força de algo enraizado, desde criança, em minha mente. Há tempos não me considero mais católico, e venho flertando com algumas doutrinas do agnosticismo, e ainda assim... sozinho em casa, vendo TV e jantando, de repente me pego com sentimentos de culpa por estar quebrando um tabu. Não sei dizer ao certo o que pensei naquele momento, nem sei dizer exatamente o que senti, mas por um momento me senti angustiado. Comecei naquele momento a pensar a respeito desta angustia e no que aquele simples ato representava para mim. Após algum tempo cheguei a uma conclusão: Liberdade. Ao comer aquele bife me libertei de amarras das quais eu nem mesmo acreditava. Tenho trinta e cinco anos e NUNCA havia comido carne (sem ser de peixe) numa sexta-feira santa. Não quero fazer disto uma bandeira. Nem incitar uma revolta contra os dogmas da igreja. Estou apenas refletindo com vocês sobre isto.
Já o segundo tema, "recebendo abraços", é mais "light" e até cômico. Venho recebendo um "feedback" bastante acolhedor de amigos que leem este blog. Para citar alguns, estava  no SESC Rio Preto curtindo um som ao vivo na lanchonete, quando um grande amigo chega, senta-se ao meu lado, e após cumprimentar eu e minha esposa, vira-se para mim e diz: "Poke... (de Pokeboy... apelido antigo, história longa) estava lendo seu blog estes dias... você tem meu telefone... quando estiver assim, me liga, a gente sai, toma uma cerveja e conversa...". Em outra ocasião, estava com alguns amigos conversando e bebendo quando um deles diz: "Você sabia que o Poke agora tem um blog? Me dá vontade de dar um abraço nele toda vez que eu leio". Hehehe... seria trágico se não fosse cômico!
É isso... continuem lendo, me abraçando ou não. Isto na verdade não importa... como disse no post anterior, em certas ocasiões vejo este blog como uma terapia, e não conheço nenhum terapeuta que abraça seus clientes ao final de cada sessão.
Abraços a todos...                    Fui!